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24/06/2010 - odiario.com Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Polícia caça quadrilha que soma R$ 1 milhão em golpes

Por: Roberto Silva


A Delegacia de Estelionato de Maringá tenta identificar os integrantes de uma quadrilha especializada em falsificar documentos para comercializar terrenos registrados em nome de terceiros. A denúncia foi feita por O Diário na edição da última terça-feira.

Dois maringaenses já foram vítimas do bando e outros dois conseguiram evitar o golpe. Os prejuízos passam de R$ 300 mil. A polícia acredita que o número de vítimas pode ser bem maior, uma vez que a quadrilha age em toda região noroeste e só comercializa imóveis cujos proprietários estejam residindo no exterior, em outra cidade ou Estado.

"Muita gente só vai descobrir que teve o terreno comercializado quando for buscar o carnê do IPTU ou verificar a situação documental do imóvel", afirmou o escrivão Walney Raccanello, da Delegacia de Estelionato.

Há informações de que a quadrilha já agiu em Cianorte, Jandaia do Sul, Paranavaí e Paiçandu. O total do valor dos golpes chegaria R$ 1 milhão em menos de um ano.

A polícia diz que o golpe é antigo e só funciona porque as assinaturas e documentos apresentados pelos estelionatários não são checados. "Quando se trata de procuração, a atenção deve ser redobrada e todos os detalhes, por mínimos que sejam, deve ser verificados", alertam os investigadores.

Entre os inquéritos lavrados na Delegacia de Estelionato de Maringá, consta a tentativa de negociação, em outubro passado, de dois terrenos localizados no Jardim Império do Sol, cujo dono reside no Estado de São Paulo.

A venda só não foi concretizada porque um amigo do pai do proprietário se deparou com uma placa de imobiliária fincada nos lotes e decidiu ligar para a família em busca de informações.

Ao investigar o crime por conta própria, o pai da vítima descobriu que os carnês de IPTU dos lotes já haviam sido transferidos para um endereço em Campo Grande (MS) e que a quadrilha havia falsificado a cédula de identidade de seu filho, mas com a foto de outro homem. Se concretizado, o golpe renderia R$ 170 à quadrilha.

Ainda em outubro, a quadrilha também tentou comercializar outro terreno, localizado no Jardim Veredas, por R$ 70 mil. O golpe só não foi consumado porque o irmão da proprietária também encontrou uma placa da imobiliária no lote e procurou a polícia. A dona do imóvel apresentou toda documentação comprovando a propriedade e a venda foi suspensa.

Outro caso envolve a venda de um terreno de 417 metros quadrados situado no Jardim Helena, em Maringá. Após descobrir que o proprietário residia no Japão, a quadrilha falsificou seus documentos e vendeu o terreno, por R$ 106 mil, para um comerciante de 54 anos.

De acordo com a polícia, a quadrilha usou a documentação falsificada para abrir uma conta bancária, que foi usada para depositar os cheques dados como pagamento. O golpe só foi descoberto depois que o verdadeiro proprietário retornou para Maringá e se deparou com uma casa construída no lote.

Também ludibriada por uma procuração falsificada, mas reconhecida em cartório, uma estudante de 21 anos, residente em Maringá, adquiriu um terreno de 529 metros quadrados, localizado no Jardim Paris, por R$ 100 mil.

Os donos do lote, que residem em outro Estado, só ficaram sabendo que haviam sido lesados após descobrirem uma escritura pública transmitindo a posse do terreno para a estudante.


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