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21/06/2010 - Jornal de Negócios Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Equipa de Kerviel excedia frequentemente limite diário de negociação

Por: Carla Pedro


A equipa de Jérôme Kerviel, o ex-corretor do Société Générale que admitiu ter reunido 50 mil milhões de euros de posições não autorizadas, dissimulando-as através de falsas coberturas e documentos falsificados, excedia "muito frequentemente" os seus limites diários de transacção, afirmou hoje um ex-gestor do banco.

Eric Cordelle disse hoje em tribunal, em Paris – onde o julgamento de Kerviel começou no dia 8 deste mês -, que não existia um sistema de reporte de riscos para os operadores da equipa de negociação Delta One quando ele a integrou em Abril de 2007. A equipa excedia frequentemente o seu limite diário de 125 milhões de euros, referiu o mesmo responsável, citado pela Bloomberg.

Kerviel, agora com 33 anos, é acusado de abuso de confiança, falsificação de documentos e manipulação fraudulenta dos computadores do Société Générale, dissimulando com coberturas falsas as posições que excediam o valor que ele podia investir.

O ex-operador, que foi despedido do banco francês assim que foram descobertas a 18 de Janeiro de 2008 as suas operações supostamente não autorizadas, garante que os seus supervisores sabiam das suas actividades.

Recorde-se que o Société Générale anunciou ter sofrido uma perda líquida de 4,9 mil milhões de euros devido a más apostas de Kerviel.

Num livro publicado no mês passado, Jérôme Kerviel continua a admitir que procedeu a muitas operações não autorizadas, tendo-as dissimulado, mas volta a afirmar que os seus superiores tinham conhecimento das suas actividades, salientou recentemente o “The Wall Street Journal”.

Kerviel arrisca-se agora, se for considerado culpado, a uma pena de prisão até cinco anos e a uma coima de 375.000 euros.

Eric Cordelle, que transitou da unidade do banco no Japão para a equipa Delta One porque o Société precisava de alguém com experiência de gestão, também foi despedido depois da descoberta desta fraude. Mas Cordelle, que pouco sabia da actividade de negociação, diz que não estava a par das elevadas “apostas” de Kerviel e diz que não foi informado sobre um incidente ocorrido em 2005, quando Kerviel foi alvo de uma reprimenda por ter feito investimentos secretos em títulos da Allianz SE.

A bolsa Eurex escreveu por duas vezes ao banco sobre o volume de negociação de Kerviel, em finais de 2007. Cordelle afirma que só viu a segunda carta e que não foi incluído numa reunião sobre o assunto, salientando também que Jérôme inspirava bastante confiança e que o aumento do seu volume de transacção não era de surpreender, já que o volume total da equipa estava igualmente a subir, refere a Bloomberg.

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