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18/06/2010 - O Dia Online Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Elo com o crime organizado

Por: Aline Salgado

Polícia Federal investiga se fraudadores de concursos teriam facilitado a entrada de bandidos no serviço público.

Rio - Avançam as investigações a respeito da quadrilha que burlava concursos públicos no País há 16 anos. A Polícia Federal apura denúncias de uma possível ligação entre os fraudadores e bandidos de organizações criminosas. A tese é sustentada pelo fato dos concursos burlados, ou que estavam na lista das tentativas da quadrilha, serem de áreas estratégicas do Estado, como Polícia Federal e Abin (Agência Brasileira de Inteligência Nacional).

A PF interrogou ontem os seis candidatos suspeitos de terem ligação com o bando e entrarem para o serviço público por meio de fraude. Alguns teriam pagado o equivalente a R$ 268 mil para passar nos testes, valor considerado elevado demais para pessoas não ligadas ao crime organizado.

Além de responderem por crimes de estelionato e receptação, os beneficiários do esquema serão exonerados dos cargos. A decisão foi anunciada pelo ministro do Planejamento, Paulo Bernardo. “No caso desses que estão sendo apontados pela Polícia Federal, o diretor já me disse que vai demitir seis e também vamos pedir a mesma medida para os que entraram com liminar no serviço público. O diretor me informou que já tem gente pleiteando até trabalhar em áreas estratégicas do governo. A pessoa não quer trabalhar no serviço público, que fazer maracutaia”, disse o ministro, após reunião com o diretor da Polícia Federal, Luiz Fernando Corrêa.

Entre os líderes da quadrilha estariam um policial rodoviário federal e o dono de universidade de São Paulo. A identidade dos envolvidos não foi divulgadas para não atrapalhar as investigações.

Há um ano estudando para a prova da Receita Federal, Enzo Benvenuti, 27 anos, crê que a ação da PF será paliativa: “É uma operação importante, mas a considero como tapa-buraco. A corrupção em concursos públicos só vai acabar quando houver penas mais severas”.

‘Operação Tormenta’ da PF prendeu 12

A ‘Operação Tormenta’, deflagrada na quarta-feira pela Polícia Federal, prendeu 12 suspeitos de envolvimentos em fraudes de concursos da PF, Ordem dos Advogados do Brasil, Receita Federal e Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), esta ainda sob investigação.

Há mais de 34 mandados de busca e apreensão sendo cumpridos — 33 em São Paulo e um no Rio de Janeiro. A quadrilha agia em três frentes: aliciava funcionários de organizadoras com acesso antecipado às provas; repassava respostas aos beneficiários por meio de ponto eletrônico durante os testes; e escolhia uma pessoa mais preparada, ‘professor’, para fazer o concurso no lugar do candidato.

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