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18/06/2010 - odiario.com Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Dupla que clonava cartões é libertada por confusão com os correios

Por: Rubia Pimenta


Após semanas de investigação, a Delegacia de Estelionato prendeu, nesta quinta-feira (17), dois homens acusados de clonar cartões bancários e de crédito. A dupla foi detida pela Rotam, na BR-376, e encaminhada à delegacia de Apucarana. No entanto, os acusados tiveram que ser liberados por falta de provas. Um desentendimento entre policiais e os Correios de Maringá teria obstruído a operação. A Polícia Civil de Maringá abrirá inquérito contra os responsáveis pela agência para apurar as responsabilidades.

Segundo o delegado Paulo Roberto Machado, a dupla de São Paulo estava há alguns dias em Maringá, hospedada em um hotel no Centro. "Quando chegamos, eles já haviam fugido, por isso pedimos a ajuda da Rotam", conta.

Segundo o delegado, os homens são acusados de formação de quadrilha, estelionato e furto. Quando foram detidos em Apucarana, policiais encontraram um recibo dos correios, constatando o envio de um malote de Maringá para São Paulo.

"Como não encontramos os equipamentos de clonagem com eles, suspeitamos que eles haviam mandado pelo correio. Pedimos para os funcionários da central de distribuição da Avenida Mauá, na Vila Operária, abrir a correspondência, no entanto, eles se recusaram a obedecer as ordens policiais. Por conta disso, não conseguimos as provas, e os homens foram liberados em Arapongas durante a noite, pois não houve flagrante", explica Machado.

Na manhã desta sexta-feira (18), com o auxílio da Polícia Federal, a correspondência foi aberta e foi constatado que dentro dela havia equipamentos utilizados para a clonagem de cartões. "Eles colocavam esses aparelhos nos caixas eletrônicos e todas as informações dos usuários, como senhas e saldo bancário, eram armazenadas", explica o delegado.

Os policiais estão levantando em quais bancos e estabelecimentos os bandidos podem ter utilizado o aparelho em Maringá. "Poderíamos ter todas essas informações, se os acusados não tivessem sido liberados. Agora será difícil encontrá-los", reclama o delegado.

Por conta da situação, um inquérito será aberto para apurar a responsabilidade dos funcionários da central de distribuição. "Eles podem responder por obstrução da Justiça", afirma.

A reportagem procurou os responsáveis pelos Correios em Maringá. Eles alegaram que estão estudando a situação e devem se pronunciar sobre o assunto até o fim da tarde desta sexta-feira.

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