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17/06/2010 - Zero Hora Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Governo admite rever regras para concursos após revelação de fraudes

Operação da PF busca desarticular quadrilha que age no país.

A operação desencadeada pela Polícia Federal para identificar fraudes em concursos pode levar o governo a revisar as regras para as seleções públicas. O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, admitiu a mudança ao afirmar que todos os servidores que ingressaram por meio irregular serão demitidos.

Com objetivo de desarticular a quadrilha que fraudava concursos em todo o país, a Polícia Federal (PF) iniciou ontem a Operação Tormenta. Estão sendo cumpridos 34 mandados de busca e apreensão, dos quais 21 na Grande São Paulo, um no Rio, três na região de Campinas (SP) e os demais na Baixada Santista – nenhum deles no Rio Grande do Sul – , além de 12 mandados de prisão temporária.

As investigações começaram com informações obtidas no concurso para agente de Polícia Federal de 2009, fase da seleção que faz parte do sistema de proteção adotado pela instituição no recrutamento de policiais. A partir daí, identificou-se que a quadrilha atuava em todo o país mediante acesso aos cadernos de questões antes da data de aplicação das provas.

Constatou-se que, além do concurso da PF, o grupo teve acesso privilegiado às provas do Exame da Ordem dos Advogados do Brasil (2ª fase/2010) e da Receita Federal (auditor fiscal/1994). Foram identificados 53 candidatos que tiveram acesso à prova de agente federal, pelo menos 26 à da OAB, e há indícios de 41 no caso da Receita.

– Não podemos ter concursos públicos vulneráveis, sujeitos a fraudes. A Polícia Federal tem de prender e nós temos que tomar medidas para que isso não ocorra mais – reagiu o ministro.

Chefe da pasta que regula a administração federal, Bernardo disse que atualmente no Brasil cerca de 5 milhões de pessoas estudam para concurso público. Baseado em relato da PF, o ministro afirmou que seis pessoas serão demitidas imediatamente e a demissão de outras que tomaram posse amparados por liminar será solicitada.

Segundo Douglas Soares, diretor do CPC e representante da Associação Nacional de Proteção e Apoio aos Concursos no Estado (Anpac), o concurseiro não deve se abater:

– Se as fraudes estão aparecendo, e os responsáveis sendo punidos, é devido à transparência e à vigilância cada vez maior do processo. O concurso ainda é a forma mais democrática de acesso.

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