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14/06/2010 - V News Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Alerta aos empreendedores: 'Golpe da Lista Telefônica' faz vítimas na região

Por: Renato Ferezim

Com medo de perderem o emprego ou serem ridicularizadas, vítimas raramente procuram a polícia.

O "Golpe da Lista Telefônica", já conhecido por empresários, continua fazendo vítimas em nossa região. Apesar disso, quem cai no golpe prefere não registrar a ocorrência. Por isso, na polícia, os registros são esporádicos.

Na cidade de Jacareí o VNews encontrou H.M., auxiliar administrativo de uma empresa. H.M. prefere não se identificar. Ele recebeu ligações há cerca de um mês, onde a pessoa se identificou como empresa responsável pelas listas telefônicas do estado e disse que faria uma atualização de cadastro da empresa.

H passou os dados solicitados e recebeu um fax com os dados informados. O interlocutor pediu para que a auxiliar assinasse o documento, colocando também um carimbo com o CNPJ e respondesse o fax. Pensando estar colaborando com a empresa, H.M fez o que foi solicitado, não imaginando o problema que iria enfrentar dias depois.

Pressão

Cerca de 1 semana após a ligação, H recebeu uma correspondência da empresa que ligara dias anteriores. Dentro do envelope, um boleto no valor de R$ 300,00. Ao entrar em contato com a empresa, H foi informado que o valor do boleto correspondia a primeira das 12 parcelas do "contrato assinado por ela".

Com medo de perder o emprego, H entrou em desespero e foi em busca de uma solução para situação apresentada. Chegou a procurar a polícia, mas foi informada que não poderia registrar o boletim, já que ela não era responsável pela empresa e poderia responder por falsidade ideológica por ter assinado o documento.

H procurou ainda o Procon, órgão que não tem legitimidade para atuar por pessoas jurídicas. Sem conseguir resolver a situação, H. ainda tentou anular a solicitação com a suposta empresa fornecedora e recebeu como resposta que seria protestada pelos boletos que fossem emitidos.

H. ainda não sabe o que fazer. "Não paguei os boletos e não vou pagar, mas estou apreensivo com o que pode acontecer. Tenho medo de perder o emprego, mas vale o registro para que outras pessoas não cometam o mesmo erro", diz.

A reportagem do VNews tentou contato com a empresa que emitiu o boleto e enviou as notificações para H. Em 3 horários diferentes, ninguém atendeu o telefone que consta nas mensagens. Por e-mail, também não houve retorno.

Contrato sem validade

Segundo o advogado José Alexandre Corrêa, casos como o enfrentado por H.M. são comuns. "No caso da reportagem, há inexistência do negócio jurídico. Se a funcionária não tem procuração para assinar pela empresa, não existe este vínculo que obrigue a empresa a pagar por este serviço", explica.

O que acontece, na prática, é que o golpista se aproveita da boa fé do funcionário para obter sucesso e estorquir a empresa. "O funcionário, por si só, não pode resolver agora o problema. Quem tem legitimidade para procurar a polícia e a Justiça é a empresa. A empresa pode, além disso, registrar um boletim de ocorrência, alegando ainda que o funcionário também foi enganado", diz Corrêa.

Cobranças por telefone

Segundo o contador Marcos Francisco, é necessário ser cauteloso ao passar dados pessoais e da empresa. "A pessoa tem que se certificar com quem ela está lidando. Se é um fornecedor ou um cliente, faz sentido. Para um desconhecido, não há porque passar este tipo de informação", diz o contador. "Isso está ligado também ao nível de organização da empresa. Estes golpes raramente acontecem com empresas maiores, porque todo boleto vem acompanhado de um pedido de compra", explica. A dica é simples. Se você não deve, não há o que pagar.

O contador alerta ainda para a cobrança do cartório via telefone, citada na reportagem. "Cartório não faz cobrança por telefone. Eles enviam correspondência com o aviso de protesto. Tudo é feito por escrito. Normalmente, a cobrança é encaminhada para o cartório da própria cidade da empresa", orienta.

Casos também em Ubatuba

A Associação Comercial de Ubatuba registrou quatro tentativas do golpe da lista telefônica. "Três associados já nos procuraram, informando que sofreram tentativas deste golpe", diz o gerente da associação, Célio Stefani.

A quarta tentativa foi contra a própria associação comercial. "Ligaram falando de lista telefônica e posteriormente que tínhamos um título em protesto em um cartório na capital. Após questionarmos a pessoa que falava ao telefone, não souberam informar que cartório era esse, que faz protestos por telefone", explica o gerente.


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