Monitor das Fraudes - O primeiro site lusófono sobre combate a fraudes, lavagem de dinheiro e corrupção
Monitor das Fraudes

>> Visite o resto do site e leia nossas matérias <<

CLIPPING DE NOTÍCIAS


Acompanhe nosso Twitter

08/05/2007 - Gazeta News (EUA) Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Brasileiro é procurado por golpe imobiliário de $8,5 milhões em Broward


O escritório do Xerife de Broward está investigando o desaparecimento do brasileiro Vinne Padilha, proprietário da empresa Vinne Padilha, PA, com sede em Deerfield Beach, que teria dado um golpe de cerca de $8,5 milhões em clientes, utilizando-se de documentos falsificados para compra de imóveis, em pelo menos um caso, sem o conhecimento do antigo cliente.

De acordo com as investigações, Vinne já trabalhava na área provavelmente desde meados do ano passado, e acredita-se que não atuava sozinho. O advogado Max Whitney, que representa duas das vítimas, afirma que Padilha atuava com falsificação de carteiras de motorista, green cards e comprovantes de rendimento.

“Temos aqui documentos estaduais e federais falsificados, informações para bancos relativas a renda, emprego, cargos, endereços, tudo falso. Todas as cópias parecem legítimas. Foi um esquema muito bem montado. Acredito que seja impossível que ele estivesse atuando sozinho”, afirma.

Embora não haja ainda informações precisas sobre o número de vítimas, o advogado estima que o dano causado por Padilha chegue a $8,5 milhões. Uma das vítimas, uma empregada doméstica com quase nenhum conhecimento do idioma inglês, que recebe $600 por semana, foi qualificada por ele para um empréstimo de $1.350 milhão. “Ele havia vendido uma casa para ela, há alguns anos e, recentemente, entrou em contato dizendo que tinha um negócio da China. Ele a colocou como diretora de uma empresa, obteve toda a documentação, e conseguiu o empréstimo, muito além da capacidade financeira dela. Ela inocentemente assinou o documento. Alguém coletou esse dinheiro, e Padilha deixou minha cliente com a responsabilidade. Oficialmente o empréstimo foi tomado por ela, que ficou com a dívida. E agora outra pessoa, que não sabemos quem é, está morando na casa”, detalha o advogado.

Outro ex-cliente de Padilha, afirma o advogado, teve sua documentação falsificada e utilizada para fins de empréstimo imobiliário, sem que tivesse conhecimento. Ele só tomou conhecimento da fraude quando o banco o procurou para cobrar uma dívida de $300 mil, e a polícia bateu à sua porta. “Ele nem sabia do que se tratava. Um detetive bateu na porta dele para prendê-lo. Quando viu que a foto em sua carteira de motorista era diferente da enviada para o banco, o entrevistou e verificou que ele era vítima de um golpe”, conta Whitney.

De acordo com Whitney, a polícia acredita que Vinne Padilha esteja no Brasil. Ele lembra que o Brasil mantém um acordo de extradição com os EUA para determinados crimes, e um deles é a lavagem de dinheiro. “Neste caso, temos falsificação, formação de quadrilha, falsidade ideológica, perjúria, lavagem de dinheiro e evasão de divisas”, explica.

Ponta do Iceberg
Especializado nas áreas criminal, de família e imigração, o advogado Max Whitney afirma que este tipo de crime tem se tornado cada vez mais freqüente, e avalia que boa parte dos problemas de foreclosure (retomada de imóveis por falta de pagamento) ocorridos recentemente no mercado subprime (para baixa renda), é resultado de processos envolvendo documentação forjada. “A comunidade brasileira foi assediada por essas pessoas, especialmente com a especulação que houve no mercado imobiliário no sul da Flórida e com a queda dos valores das propriedades. Houve vários empréstimos que foram concedidos, e não deveriam porque os compradores não tinham condições financeiras para assumí-los. As pessoas que estão forjando documentos não são os compradores, são os maus agentes imobi-liários”, afirma.
Nos dois casos mencionados pelo advogado, os empréstimos foram solicitados pela empresa de Pacheco às financeiras Selective Portfolio Servicing, Inc., de Jacksonville, e Money One, respectivamente, e depois “vendidos” para outros bancos, prática comum neste mercado.

Alerta:
O roubo de identidade é um dos crimes mais comuns neste país, e tem sido alvo de preocupação de autoridades estaduais e federais. No caso das comunidades imigrantes, no entanto, há algumas peculiaridades que agravam a situação, muitas vezes por causa da barreira do idioma e do desconhecimento dos trâmites legais e burocráticos do país.

A melhor maneira de evitar ser envolvido em um golpe na compra de qualquer bem que inclua a necessidade de fornecimento de cópias de documentos, é investigar o outro lado, e buscar o aconselhamento de um profissional especia-lizado.

“As pessoas naturalmente confiam naqueles que demonstram um certo nível de conhecimento em determinada área. Se vão comprar uma casa, tendem a confiar na palavra do agente imobiliário, não consultam uma opinião independente, um advogado, e acabam assinando contratos que não deveriam, ou entregando seus documentos a pessoas perigosas”, alerta Whitney, acrescentando que o problema “é que as pessoas querem fazer as coisas à maneira brasileira. Quando se está em Roma tem que fazer como os romanos”, conclui.

Como proceder:

“Se é bom demais para ser verdade, provavelmente não é verdade”. Esta, sugere o advogado, deve ser a mensagem que todos devem ter em mente antes de fechar um negócio. Como diz o antigo ditado popular, “quando a esmola é demais, o santo desconfia”. E é assim que tem que ser.

No caso da compra de imóveis, antes de fechar qualquer negócio, e de entregar a cópia de sua documentação, procure informações sobre a empresa que está intermediando o negócio. Uma boa referência é o Better Business Bureau, entidade voltada para o acompanhamento da lisura de procedimento das empresas, e que mantém uma lista online daqueles negócios que são alvo de reclamações de seus clientes. O endereço é www.bbb.org Neste endereço virtual você também pode registrar sua reclamação contra alguma empresa.

Outra referência importante é o Department of Business & Professional Regulation, onde pode ser consultado se a empresa ou profissional possui ou não licença para atuar no estado da Flórida. O endereço virtual é www.state.fl.us/dbpr/

Whitney recomenda que antes de fechar uma compra de imóvel, ou até mesmo carro, é importante chegar as referências do vendedor e da empresa, consultar outras pessoas que já tenham comprado no mesmo local, conversar com o supervisor do vendedor, checar se a empresa ou o profissional têm licença. “Não faça nada precipitado, na última hora. Não se deixe pressionar por negócios de ocasião. Isso não existe. Uma casa, por exemplo, não vai estar à venda hoje e amanhã não estar mais. O mesmo ocorre com um carro. Não há negócio que seja único. A pressão é um dos sinais da pessoa que age de má fé”, alerta.

Quem tiver alguma informação sobre o paradeiro de Vinne Padilha, deve entrar em contato com o Broward Sheriff Office.

Página principal do Clipping   Escreva um Comentário   Enviar Notícia por e-mail a um Amigo
Notícia lida 475 vezes




Comentários


Nenhum comentário até o momento

Seja o primeiro a escrever um Comentário


O artigo aqui reproduzido é de exclusiva responsabilidade do relativo autor e/ou do órgão de imprensa que o publicou (indicados na topo da página) e que detém todos os direitos. Os comentários publicados são de exclusiva responsabilidade dos respectivos autores. O site "Monitor das Fraudes" e seus administradores, autores e demais colaboradores, não avalizam as informações contidas neste artigo e/ou nos comentários publicados, nem se responsabilizam por elas.


Patrocínios




NSC / LSI
Copyright © 1999-2016 - Todos os direitos reservados. Eventos | Humor | Mapa do Site | Contatos | Aviso Legal | Principal