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12/06/2010 - O Dia Online Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Golpe da pirâmide dá prejuízo

Por: Adriana Cruz

Empresários de Rio, São Paulo e Brasília podem ter sido lesados em até R$ 100 milhões, vítimas de falsas transações comerciais intermediadas por estelionatário.

Rio - Bem relacionado com pessoas de alto poder aquisitivo e hábil ao usar o linguajar de homens de negócios, Maurício Virgínio dos Santos, 55 anos, aplicou um gigantesco ‘golpe da pirâmide’ em empresários e advogados. Morador de endereço nobre na Barra da Tijuca e dono de carros importados como um Mercedes Benz avaliado em até R$ 400 mil, ele já causou prejuízos comprovados de até R$ 500 mil com falsas transações comerciais. O que pode ser pouco. A polícia recebeu informações de que os danos causados à rede de vítimas no Rio, São Paulo e Brasília pode ultrapassar R$ 100 milhões.

O esquema fraudulento consistia em adquirir dinheiro de novas vítimas para pagar as anteriores e, assim, ganhar confiança. Quando Maurício conseguia quantias consideráveis, deixava de repassar o ‘lucro’ aos investidores, fazendo desmoronar a pirâmide de vítimas.

A juíza da 23ª Vara Criminal, Marta de Oliveira Cianni Marins, decretou a prisão preventiva de Maurício no dia 19 de março. Ele está foragido. A decisão foi tomada com base em investigações da 16ª DP (Barra da Tijuca). Ano passado, o acusado, os filhos Sheila Costa dos Santos, 27, e Rodrigo Costa dos Santos, 28, e o advogado Henrique Souza Gouveia, 44, foram denunciados pelo promotor Alexandre Murilo Graça por estelionato e formação de quadrilha. Mas só Maurício teve a prisão decretada.

Por dois anos, para seduzir as vítimas, segundo as investigações, Maurício apresentava documentos falsos da compra, à vista, de biscoitos de uma empresa de São Paulo e da revenda, a prazo e mais caro, para uma rede de supermercado carioca. Dizendo-se representante da empresa paulista, ele afirmava que, com essa transação, a vítima teria lucro de 5%.

Para pagar os investidores, Maurício usou cheques da empresa Ainecon Assessoria, Consultoria e Gerência em Administração de Empresas Comerciais, da qual ele e os filhos são sócios. Como os cheques não tinham fundos, em 2006 as vítimas denunciaram o golpe.

Na Junta Comercial, a Ainecon, que funcionava na Barra, consta como falida. Em depoimentos na 16ª DP, o dono da rede de supermercado e o representante da empresa paulista comprovaram que os documentos usados por Maurício nas negociações eram falsos.

Protesto por calote chamou a atenção

O cerco ao golpista começou a se fechar em abril de 2006. Na ocasião, como uma vítima não recebeu o pagamento de Maurício, na tentativa de ser paga pelo supermercado, levou a protesto duas falsas duplicatas, de R$ 175 mil cada uma, em cartório do Rio.

O protesto chamou atenção das empresas (a fábrica de biscoito e a rede de supermercados), que denunciaram Maurício, registrando queixa crime, na 16ª DP.

“Várias pessoas caíram no golpe praticado por ele. Tenho certeza de que, com a divulgação das ações desse estelionatário, outras vítimas vão aparecer”, afirmou um dos lesados, que pediu para não ser identificado.

Em queixa-crime feita à polícia, há informações de que a Ainecon Assessoria, Consultoria e Gerência adquiriu, em prazo de um ano, bens como automóveis de luxo e dois apartamentos em Jacarepaguá. Ao todo, o patrimônio adquirido seria de R$ 1 milhão.

“Não temos dúvidas de que isso foi feito com o dinheiro dos lesados. Ele montou uma espécie de pirâmide de vítimas e depois não pagou mais a ninguém”, analisa outra vítima.

Longa ficha na polícia

Na polícia, Maurício, que já denunciou ter sido vítima de extorsão e sequestro, é investigado em inquéritos da Delegacia de Defraudações, Delegacia Fazendária da Polícia Federal e na 22ª DP (Penha). Na Junta Comercial, Maurício aparece como sócio de seis empresas, cinco inativas e uma falida. Na 16ª DP, ele nega as acusações de prática de golpe com falsa transação comercial, como denunciam as vítimas.

“As operações começaram em meados de 2003. Cheguei a receber R$ 110 mil, mas até hoje não vi a cor dos outros R$ 300 mil a que teria direito”, afirma, em depoimento à 16ª DP, uma das vítimas que não quer ser identificada e diz ter confiado no golpista porque tinham um advogado tributarista conhecido em comum.

Para esse empresário, Maurício repassou cheque da Ainecon Assessoria, Consultoria e Gerência em Administração de Empresas Comerciais cujo valor não foi sacado em função de divergência entre assinaturas.

Em agosto de 2006, agentes da delegacia da Barra da Tijuca foram cumprir mandado de busca e apreensão na casa de Maurício em um condomínio de luxo, na Avenida Sernambetiba, na Barra da Tijuca. O imóvel estava fechado e com placa de venda. Nada foi apreendido. Segundo moradores, Maurício havia deixado o local dois anos antes.

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