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09/06/2010 - Decision Report Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Fraudes Eletrônicas perdem lugar para Geração Y

Por: Ceila Santos


O comportamento dos consumidores em relação ao uso das novas tecnologias é o principal mote do 20 CIAB - maior congresso de Tecnologia das Instituições Financeiras - que acontece entre os dias 9 e 11 de junho, na cidade de São Paulo. O discurso sobre o avanço do internet banking junto com os desafios das fraudes eletrônicas perde lugar para a chamada Geração Y como um dos principais fatores para transformar a oferta bancária, seja na área de mobilidade como de multimídia (jogos, simulações, entre outros canais).

A mudança no discurso pode ser justificada em parte pelo processo histórico do setor financeiro, que após um ciclo forte de expansão atinge um ritmo orgânico no crescimento da sua base de clientes. O presidente da Febraban, Fábio Barbosa, responsável pela organização do CIAB, que comemora 20 anos de evento, ressalta esse cenário com números. São 32 milhões de pontos de atendimento no ano de 2009 contra 31 milhões no período anterior, enquanto os postos eletrônicos e correspondentes não-bancários têm crescido sua partipação no mercado, totalizando 150 mil correspondentes e 41 mil postos eletrônicos.

O número de clientes do internet banking também cresce de forma orgânica com 35 milhões de usuários. Diante deste cenário, o setor financeiro busca se adaptar ao perfil do consumidor mais jovem que utiliza de diversos dispositivos tecnológicos, geralmente, com acesso remoto. José Antônio Eirado Neto, chefe do departamento de Tecnologia da Informação do Banco Central, aproveita o momento de mudança para ressaltar o investimento previsto entre 2009 e 2011 em TI com objetivo não só de modernizar a infraestrutura tecnológica como também para melhorias dos processos internos.

Eirado informa que além do SPB (Sistema de Pagamentos Brasileiro), que representou um marco para as transações eletrônicas no Brasil, a instituição mantém diversos projetos para acompanhar o avanço do sistema financeiro. Entre eles estão o STR-Web, a Central de Riscos, o Mundo Verde e ainda a construção de uma rede social para facilitar o relacionamento entre os funcionários do BACEN.

Vale ressaltar que somente o STR-Web demandará recursos da ordem de R$ 25 milhões até 2011, conforme informou Eduardo Weller, coordenador de TI do Banco Central em entrevista exclusiva à Decision Report. Eirado prefere não mencionar o montante total de aportes feitos em Tecnologia da Informação neste triênio, mas ressalta a importância da modernização para transformar a cadeia financeira numa comunidade sem papel. O chefe de TI ainda sinaliza que os novos serviços dos bancos como pagamento via celular estão bastante evoluídos, mas ainda é uma incógnita se os futuros canais eletrônicos exigirá novas normas regulatórias por parte do Banco Central.

"Se for necessário normatizar, o Banco Central eventualmente poderá chamar as operadoras para esse debate", comenta Eirado. A sensação é de que os novos serviços já superaram não só os desafios tecnológicos como também já evoluiu no debate de modelos de negócios a ponto do discurso do setor chegar às questões regulatórias. Na prática, entretanto, a demanda continua sendo uma barreira para as possibilidades se transformarem em realidade para o negócio financeiro. Um dos desafios, além das questões mercadológicas e operacionais, é a educação digital que já se apontava como um dos principais desafios para enfrentar a fraude eletrônica e continua em segundo plano, pelo menos, no discurso do principal evento do setor.

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