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09/06/2010 - O Estado de São Paulo / Ag. Estado Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

PT impede votação de quebra de sigilo no caso Bancoop


PSDB e PT iniciaram ontem embate na CPI da Bancoop sobre a quebra do sigilo de 15 pessoas físicas e jurídicas que teriam mantido vínculos e negócios com a Cooperativa Habitacional dos Bancários - sob investigação da comissão parlamentar de inquérito e do Ministério Público Estadual por suspeita de fraudes e desvio de recursos para financiamento de campanhas do PT.

Os tucanos querem abrir dados fiscais e bancários de nomes citados à CPI na Assembleia de São Paulo. Mas os petistas impediram a votação do requerimento, de autoria do deputado Bruno Covas (PSDB), relator. "Estou de acordo com a quebra do sigilo, mas temos que saber se a CPI pode ou se tem que pedir ao Judiciário. Além disso, essa medida não pode ser genérica, mas individualizada, até para não beneficiar quem de fato cometeu algum delito", advertiu o deputado Vanderlei Siraque (PT).

Covas apresentou lista de 8 pessoas e 7 empresas das quais pretende vasculhar informações financeiras e tributárias. Entre seus alvos está Hélio Malheiro, que afirma ter ouvido do irmão, Luís Malheiro, que dinheiro desviado da Bancoop abastecia campanhas do PT. O relator quer abrir o sigilo de Andi Roberto, ex-segurança da Bancoop, Ricardo Luis do Carmo, engenheiro de obras, e do próprio Luís Malheiro, que morreu em 2004. "A Bancoop virou monstro de esqueletos, prédios abandonados e cooperados gerando demandas judiciais", avalia Samuel Moreira, presidente da CPI.

A CPI ouviu Freud Godoy, citado no episódio dos aloprados do PT, em 2006. Sua empresa, Caso - em nome da mulher - presta serviços à Bancoop. Godoy disse que é filiado ao PT há 19 anos e que presta serviços ao partido desde 1991 - admitiu que na ocasião dirigiu empresa "irregular", sem registro. Em 2002, na campanha de Lula à Presidência, recebeu da SMP&B, de Marcos Valério, apontado como operador do "mensalão do PT".

"O depoimento (de Godoy) foi esclarecedor sobre os serviços efetivamente prestados por ele", ressalta o advogado da Bancoop, Pedro Dallari. "Ficou bem demonstrado que não houve nenhum tipo de abertura para qualquer tipo de exploração política."

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