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08/06/2010 - SEGS Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Especialista alerta para os golpes virtuais durante a Copa do Mundo

Por: Vera Longuini

Eventos de grande apelo popular, como o mundial de futebol, fazem aumentar o número de mensagens que servem de iscas para roubar senhas e informações de usuários de computadores.

O Brasil ocupa o terceiro posto no ranking de países nos quais se origina as atividades dos hackers. Saiba sobre os cuidados para não se tornar vítima de fraudes na internet.

A realização da Copa do Mundo incrementa as mensagens na internet que podem levar os fãs do futebol a cair em golpes financeiros ou ter seus computadores infestados por vírus ou por "cavalos de tróia" (em inglês, Trojan horse, programa de informático que efetua operações maliciosas sem o conhecimento dos usuários). Os hackers, ou piratas virtuais (pessoas que tentam descobrir códigos de comunicações ilegalmente), aproveitam datas comemorativas e eventos de grande apelo popular para capturar informações e fraudar os internautas.

As iscas podem estar em simples e-mails contendo informações, fotos e vídeos curiosos sobre o esporte, ou que incentivam os desavisados a inscreverem-se em promoções e a concorrer a prêmios e ingressos para a África do Sul. O perigo é tão grande de um internauta cair nessas armadilhas que a festa do torcedor pode acabar antes mesmo do Brasil entrar em campo.

O Relatório Symantec de Ameaças à Segurança na Internet (Internet Security Threat Report) divulgado recentemente sobre atividades maliciosas (programas nocivos) informa que, por sediar a Copa do Mundo, só este ano a África do Sul subiu sete posições na lista das nações mais vulneráveis às invasões de hackers (pessoas que tentam descobrir códigos de comunicações ilegalmente). A África do Sul pulou da 50ª colocação para a 43 ª. Infelizmente, nesse ranking o Brasil está muito mais à frente: aparece em terceiro lugar na lista de países nos quais se origina a maior parte da atividade maliciosa, encabeçada pelos Estados Unidos e China.

As máquinas residenciais conectadas à internet em alta velocidade são os alvos mais comuns de redes que promovem infecções em massa na web. E o Brasil, segundo o relatório, também possui a maior dessas redes (bots) da América Latina. Somente em 2009, a Symantec identificou 2,8 milhões de novos códigos maliciosos, o que representa um aumento de 70% em relação ao total de 1,69 bilhão de novas ameaças identificadas em 2008.

Como defender-se

"Os problemas podem aparecer num simples clique para o download (processo de copiar um arquivo de um computador remoto para outro através da internet) sugerido em uma mensagem, estabelecendo o link (ligação) que permite a invasão de vírus capazes de destruir arquivos ou, pior, de instalar programas capazes capturar dados e senhas dos usuários", explica Carlos Guimarães, diretor da CRMG Network & Security, empresa de Campinas especializada em TI (Tecnologia da Informação) e em segurança de rede.

Guimarães orienta as pessoas que utilizam computadores, próprios em lan houses ou cybers café (locais que disponibilizam computadores com acesso à internet) a adotarem algumas medidas de segurança antes de abrir as mensagens recebidas por e-mail ou pelo Msn. De acordo com ele, um dos cuidados é verificar se o remetente é confiável. Uma das armadilhas mais comuns consiste dos piratas virtuais é ocultar o seu real endereço na internet sobre uma "máscara" na qual o usuário lê, como remetente, conceituadas empresas privadas ou até órgãos públicos.

"Para descobrir se não está sendo enganado, basta que o usuário clique com o botão direito do mouse sobre o endereço da mensagem e verifique se ele corresponde ao remetente que está sendo informado. Se o endereço eletrônico for diferente do remetente, pode ter a certeza de que se trata de vírus ou de tentativa de golpe virtual", alerta Carlos Guimarães.

O problema é tão sério que os próprios programas de recebimento dos e-mails, como o Windows live e Outlook, quando suspeitam da mensagem que chega à caixa postal do usuário, alertam o usuário para que verifique se aquele e-mail não é phishing (maneira de enganar os internautas a revelarem informações pessoais ou financeiras por meio de um site ou uma mensagem de email fraudulenta). "Infelizmente, muitos usuários ignoram até mesmo esses avisos", lembra Carlos Guimarães.

Outra dica de Guimarães, reforçada pelos órgãos de defesa do consumidor, é que o usuário evite cadastrar-se para a participação de sorteios e promoções pela internet sem antes conferir com a empresa promotora a veracidade da mensagem. Essa checagem pode ser feita pelo site oficial da empresa. A própria Fifa, por exemplo, tão preocupada com a utilização indevida de seu nome para a aplicação desses golpes, vem alertando que não faz promoções de ingressos para os jogos da Copa do Mundo e nem envia e-mails promocionais.

Além disso, o diretor da CRM Network & Security lembra que o programa de antivírus precisa não apenas estar instalado no computador, mas constantemente atualizado, se possível, diariamente.

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