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08/06/2010 - O Diario do Norte do Paraná Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Construtor é acusado de aplicar golpes no valor de R$ 1,3 milhão

Por: Roberto Silva


O sonho da casa própria virou pesadelo para um grupo de maringaenses que acreditou nas promessas do construtor Valdeci Soares de Jesus, residente no Jardim Licce, zona norte da Cidade. Até o final da tarde desta terça-feira (8), a Delegacia de Estelionato já havia registrado 11 boletins de ocorrência (B.O) de pessoas físicas e jurídicas que afirmam ter sido lesadas pelo construtor.

Somados, os golpes passariam de R$ 1,3 milhão. A polícia diz que o montante pode ser maior se confirmadas outras denúncias feitas por telefone. Valdeci nega as acusações e promete "processar" os denunciantes por danos morais.

De acordo com a Polícia Civil, os golpes tiveram início no dia 19 de fevereiro passado, depois de Valdeci adquirir um depósito de materiais para construção localizado no Parque das Grevíleas. Após uma breve conversa com o dono do estabelecimento, Vanilson Maximiano Lima, o construtor propôs pagar R$ 130 mil pela loja.

O negócio foi fechado no dia seguinte, com Valdeci entregando um Palio Wekeend no valor de R$ 30 mil e um cheque de R$ 49 mil como primeira entrada. Como não conseguiu transferir o veículo, Lima teve de devolvê-lo ao verdadeiro proprietário.

Posteriormente, descobriu que o cheque dado como entrada não tinha fundos. Procurado para solucionar o problema, Valdeci entregou outro cheque, também sem fundos. Após desaparecer com todo estoque da loja ¿ avaliado em R$ 70 mil ¿ Valdeci decidiu devolver a empresa. Após retomar o negócio, Lima descobriu que Valdeci havia usado o CNPJ da firma para fazer R$ 60 mil em compras, além de financiamentos bancários.

A polícia diz que Valdeci adquiriu outro depósito em março passado, desta vez no Conjunto Ney Braga. Acompanhado de um suposto corretor, ele procurou o dono da empresa e, de pronto, aceitou pagar R$ 180 mil pela firma, além de R$ 25 mil por uma camionete F-4.000.

"Fecha as portas que a empresa é minha", teria afirmado o construtor para, no seguinte, quitar o negócio com uma casa avaliada em R$ 137 mil e um cheque à vista. Resultado: o imóvel estava em nome de terceiro e o cheque não tinha fundos. Além de sumir com todo estoque da loja, avaliado em cerca de R$ 60 mil, Valdeci vendeu a caminhonete.

E foi apresentando-se como dono de depósitos que Valdeci passou a firmar contratos de construção, reformas e venda de materiais com diversas pessoas. Após receber pelos serviços, ele paralisou todas as obras.

Desesperadas, as vítimas tentaram acordos amigáveis e só decidiram procurar a polícia após verem esgotadas todas as tentativas. Sequer um funcionário de um dos depósitos de materiais foi perdoado. Cleiton Jubin disse que Valdeci o fez assinar vários papeis e, só depois, soube que seu nome havia sido usado para financiar um veículo Honda Civic. O carro, de cor prata, ainda é utilizado por Vadeci.

"Vou processar"

Em contato telefônico com a reportagem de O Diário, Valdeci Soares de Jesus contestou as denúncias e afirmou que ingressará com ações judiciais por danos morais contra todos que o acusaram de estelionato. Ele disse ter muito dinheiro para receber das obras e que todos os contratos estariam dentro do prazo.

O construtor também contestou o valor dos prejuízos descritos pelas vítimas e explicou que as obras foram paralisadas porque os depósitos de materiais que adquiriu estavam dando muitas despesas. "Avisei umas quatro ou cinco pessoas que as obras iriam parar até que eu levantasse o dinheiro necessário", justificou.

Valdeci confirmou ter sido agredido por uma das vítimas no dia 28 passado. "Ele (agressor) queria uma caminhonete Hilux que havia sido entregue como parte de pagamento por uma obra. O negócio foi resolvido", amenizou ele, para, em seguida, assegurar que na próxima segunda-feira (14) retomará as obras junto com uma equipe de 14 irmãos, "todos de sangue", fez questão de frisar.

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