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08/06/2010 - Diário do Grande ABC Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Inspetora é presa em ação contra fraudes no INSS


A inspetora da Polícia Civil Solange Silva foi presa durante operação da Polícia Federal deflagrada nesta terça-feira, no Rio, para prender acusados de envolvimento em fraudes no INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). Outras 11 pessoas foram detidas acusadas de formação de quadrilha e fraude penitenciária.

Denominada Ghost, a ação contou com o apoio de 100 policiais, que cumpriram mandados de prisão e de busca e apreensão na Região dos Lagos e em bairros dos subúrbios do Rio.

As investigações tiveram início há seis meses. A quadrilha apresentava requerimentos para sacar benefícios previdenciários e assistenciais após a morte de segurados do INSS que não deixaram dependentes econômicos. Os crimes eram articulados pelos proprietários da Funerária Araruama Ltda., localizada na cidade de Araruama (RJ), na Região dos Lagos, e envolvia pessoas próximas a eles, além de servidores do INSS.

De acordo com a PF, indícios apontam que a quadrilha atuava desde o final da década de 1990 e estima o prejuízo aos cofres públicos em cerca de R$ 1 milhão.

Um dos donos da funerária permanece foragido. Cinco servidores e uma ex-estagiária do INSS foram presos. Segundo o delegado da PF Alex Bersan, o valor representa somente os casos comprovadamente fraudados, cerca de 20, mas há inúmeros outros a serem investigados. As fraudes já comprovadas eram realizadas desde 2007.

De acordo com a PF, os presos que não são servidores públicos poderão responder por estelionato e formação de quadrilha. Os servidores do INSS poderão responder pelos crimes de inserção de dados falsos no sistema de informação e formação de quadrilha. "Inicialmente, eles estão em prisão temporária por cinco dias, que pode ser renovada por mais cinco (dias) ou pode ser pedida a prisão preventiva ao Ministério Público", afirmou o delegado.

Escutas telefônicas, autorizadas pela Justiça, comprovam o envolvimento dos servidores e dos proprietários da funerária. "Pela interceptação telefônica, gravamos uma conversa um tanto quanto promíscua entre os servidores e os principais articuladores. Eles eram lenientes na comprovação de documentação apresentada, principalmente em questões atípicas, como alguém aparecer sete anos depois do falecimento de uma pessoa para requerer pensão. Eles tinham que demonstrar um pouco mais de atenção nesses casos", disse Bersan.

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