Monitor das Fraudes - O primeiro site lusófono sobre combate a fraudes, lavagem de dinheiro e corrupção
Monitor das Fraudes

>> Visite o resto do site e leia nossas matérias <<

CLIPPING DE NOTÍCIAS


Acompanhe nosso Twitter

07/05/2007 - O Globo Online Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Idoso é o principal responsável por fraude em bilhete único

Por: Wagner Gomes


SÃO PAULO - O idoso é o principal responsável pela fraude no bilhete único gratuito na capital paulista. Ele empresta o cartão para parentes, que passam pela catraca do ônibus sem pagar a tarifa. Segundo o secretário municipal de Transportes, Frederico Bussinger, de 900 cartões de idosos e deficientes aprendidos mensalmente de abril a dezembro de 2006, 70% estavam nas mãos de parentes.

Para inibir as fraudes e conter o prejuízo, estimado entre R$ 120 mil a R$ 420 mil por dia, a SPTrans lançará no próximo dia 19 um novo sistema de combate à fraude. O cobrador terá de validar a passagem do idoso ou deficiente físico pela catraca.

Em março deste ano, a SPTrans já tinha reduzido o tempo de passagem dos usuários pela catraca para inibir as fraudes. Os passageiros passaram a ter apenas 1 minuto para passar para a parte de trás do ônibus depois de validar o cartão.

- As fraudes existem em qualquer sistema de transporte do mundo. Não temos ilusão de eliminá-las totalmente, mas elas podem diminuir. Estamos criando salva-guardas para o sistema e punições para os beneficiários que não o utilizam corretamente - disse Bussinger.

A prefeitura constatou que a distribuição de cartões gratuitos cresceu apenas 2% no ano passado, enquanto o uso dos bilhetes gratuitos subiu 70% nos microônibus, operados pelas cooperativas. Nas linhas gerenciadas pelas viações de transporte urbano, o uso de bilhetes gratuitos cresceu cerca de 30%.

Cobrador terá de validar passagem pela catraca

Com a mudança anunciada, o bilhete gratuito terá o mesmo esquema atualmente adotado para os cartões com crédito zero. Ou seja, a validação do bilhete será feita pelo cobrador, que vai checar na hora se o dono do cartão é quem realmente está passando pela catraca.


Pelo novo sistema, o usuário encostará o seu cartão bilhete único especial no validador do coletivo. No visor do validador vai aparecer a mensagem "cobrador conferir". O cobrador solicita o cartão para conferir a identidade do usuário com a do bilhete único especial. Depois, ele encosta o seu cartão operacional "bordo" para liberação da catraca. Em seguida, aparece no visor a mensagem "autorizado". O usuário, então, encosta novamente seu cartão bilhete único especial no validador e a catraca é liberada para o acesso à parte de trás do veículo.

Essa medida será em caráter experimental por duas semanas, para treinar os cobradores, mas depois deverá ser implementada definitivamente.

Pelas regras que estão sendo criadas, se o bilhete do idoso ou do deficiente for pego nas mãos de outra pessoa, o beneficiário receberá uma advertência e terá o cartão apreendido por 6 meses. Se houver reincidência, o cartão será suspenso por 1 ano para o idoso. Já o deficiente perderá totalmente o benefício.

Bussinger reconheceu que alguns cobradores têm participação no esquema de fraude e afirmou que todos os que foram pegos fazendo esse tipo de fraude foram demitidos.

- Cada pessoa que não paga a passagem sangra o sistema. Nosso objetivo é reduzir as fraudes em, pelo menos, 10%. Se conseguirmos, já será um grande êxito. Temos um milhão de registros por dia de bilhetes gratuitos. Esses 10% a menos de fraudulentos corresponderiam a 100 mil passagens a mais sendo pagas - afirmou o secretário.

As fraudes são mais comuns na região sudoeste da cidade, perto da Raposo Tavares, Campo Limpo e divisa com Taboão da Serra, segundo mapeamento da secretaria municipal de Transportes.

SP tem 11 milhões de cartões do bilhete único

O bilhete único foi criado em 2004 e, desde então, a prefeitura faz adaptações no sistema e realiza campanhas para inibir as fraudes. No ano passado, a SPTrans lançou um programa de conscientização com foco no cadastramento do cartão e no estímulo para que o passageiro tenha sempre o seu bilhete carregado.

O cadastramento não foi obrigatório, mas desde março, para fazer as integrações gratuitas em um período de duas horas, o usuário tem de entrar no ônibus com o cartão cadastrado ou previamente carregado. De acordo com a prefeitura, em média, 50 de cada 100 passageiros que passam pelas catracas pagam a bordo (metade são cartões sem crédito e metade não tem bilhete único). Da outra metade, 25% são de vale-transporte, 15% de cartões comuns e 10% de estudantes. Existem atualmente 11 milhões de cartões bilhete único na cidade. São 3 milhões de cartões cadastrados de crédito zero, 1,3 milhão de vale transporte, 800 mil de estudantes, 830 mil gratuitos (idosos e deficientes) e o resto cartões comuns.

Segundo a prefeitura, além de inibir ações criminosas que se tornaram conhecidas como "janelinha", "aviãozinho", "botão" e "coruja", o cadastramento no ano passado facilitou a recuperação do bilhete extraviado. E o carregamento prévio também permitiu criar um novo hábito, essencial para que os passageiros usufruíssem as vantagens da integração com o Metrô e os trens da CPTM, sistemas que só aceitam cartões com saldo.

Página principal do Clipping   Escreva um Comentário   Enviar Notícia por e-mail a um Amigo
Notícia lida 857 vezes




Comentários


Nenhum comentário até o momento

Seja o primeiro a escrever um Comentário


O artigo aqui reproduzido é de exclusiva responsabilidade do relativo autor e/ou do órgão de imprensa que o publicou (indicados na topo da página) e que detém todos os direitos. Os comentários publicados são de exclusiva responsabilidade dos respectivos autores. O site "Monitor das Fraudes" e seus administradores, autores e demais colaboradores, não avalizam as informações contidas neste artigo e/ou nos comentários publicados, nem se responsabilizam por elas.


Patrocínios




NSC / LSI
Copyright © 1999-2016 - Todos os direitos reservados. Eventos | Humor | Mapa do Site | Contatos | Aviso Legal | Principal