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06/06/2010 - Zero Hora Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

De traficantes a guardiões da saúde


A suspeita surgiu dois anos atrás, em maio de 2008. O promotor de Justiça Marcelo Tubino arregalou os olhos ao saber que o único hospital de Portão fora comprado, dois dias antes, por um homem que morava de favor na casa de uma irmã em uma vila de Caxias do Sul. Como?

O sujeito, que adquiriu o prédio com 59 cheques, nem tinha como pagar aluguel. O lance, dado num leilão, catapultou uma investigação do Ministério Público que concluiu: o hospital estava sendo adquirido por narcotraficantes. Serviria para eles disfarçarem seus lucros ilegais, utilizando planilhas de internações de pacientes e tratamento ambulatorial de doentes como fachada.

O MP assegura que a aquisição do hospital foi fruto da combinação de um traficante, um vereador, um vendedor de veículos e um homem disposto a emprestar seu nome para negócios escusos. Essa é a tese que resultou em denúncia criminal contra os quatro, na prisão do parlamentar e do suposto traficante e na apreensão de diversos bens de ambos, incluindo carros e imóveis.

As suspeitas de que o vereador José Roque Arenhardt, de Portão, poderia estar envolvido em lavagem de dinheiro surgiram em função de vários indícios. Um deles, a movimentação de suas contas bancárias. Mediante quebra de sigilo autorizada pela Justiça, promotores descobriram que o parlamentar movimentava em média R$ 900 por dia. Só que, de salário, recebe apenas R$ 3 mil mensais. Como conseguia uma quantia quase 10 vezes maior que a dos seus vencimentos legais?

Vereador seria elo do tráfico

O promotor Marcelo Tubino, que solicitou e conseguiu a prisão preventiva de Arenhardt, assegura que o vereador está envolvido em lavagem de dinheiro do tráfico de drogas. Seria ele o homem que aplicava o dinheiro obtido por Eli Fidelis Correa, o Lica, preso preventivamente e denunciado por tráfico. A ligação entre os dois está comprovada por telefonemas interceptados com autorização judicial. Lica também emprestava dinheiro a juros altíssimos, segundo as provas obtidas pelo MP, sempre aconselhado pelo vereador.

O vereador e um vendedor de carros usados, Clóvis Mollerke, teriam bancado o dinheiro mediante o qual Eraldo da Silva, morador de uma vila de Caxias do Sul, arrematou num leilão o prédio do hospital.

Qual o interesse? Segundo interceptações telefônicas, seria aplicar dinheiro oriundo da venda de carros – outro disfarce para dinheiro ganho pelo traficante Lica – numa nova atividade, o gerenciamento do hospital. A intenção seria justificar os ganhos, por meio de Autorizações de Internação Hospitalar (AIHs) e tratamentos ambulatoriais. A receita obtida com drogas seria disfarçada com a apresentação dos documentos relativos ao tratamento de doentes. Com 63 leitos, o hospital atende a 25 mil consultas e realiza cerca de 2 mil cirurgias anuais.

O número verdadeiro de internações e tratamentos poderia ser falseado, para justificar o lucro maior que o usual num hospital de pequeno porte, acredita o promotor Tubino.

A lavagem incluía imóveis. O promotor diz que Lica é dono de cinco apartamentos num condomínio em Portão. Todos estão com uso e venda bloqueados pela Justiça.

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