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06/06/2010 - Tribuna do Norte Online Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Fraude: A segurança do alimento alterado (3)


O leite, a carne, o queijo, o vinho, todos foram objeto de “fraudes” modernizadoras. Mas as leis posteriores à metade do século XIX serão sempre mecanismos de regulação da competição, motivadas por produtos químicos adicionados à alimentação com o objetivo de melhorar o seu desempenho no mercado. A própria idéia de “produto alimentar de qualidade” vai se afastando da noção limitada de “natural” e acaba se ajustando a essa nova realidade, onde qualquer coisa comercializada que deixe explícito o que é adicionado, subtraído ou substituído antes de ir ao mercado parece apta a ser incorporada.

Com o tempo, o próprio discurso alimentar se modificou. Em vez do elogio do artesão, o marketing incorporou imagens de laboratórios, homens vestindo máscaras manipulando o alimento de forma “segura”, enquanto, no outro pólo, a produção artesanal aparecerá como algo “sujo” e contaminante. A alimentação, como a sexualidade, está imersa em discursos moralizantes (1). O principal deles é o da moderação, como o da “dieta preventiva” norte-americana que bane quase a totalidade das gorduras animais. Assim, não há dúvida de que as utopias modernas, como a dieta preventiva ou a dieta mediterrânea surgida nos anos 1950, ocuparam o coração da medicina, tendo por ideal a longevidade e recorrendo à regulação alimentar como seu método, segundo um modelo atualizado dos pietistas (2) norte-americanos do passado.

Um simples tomate, um frango, o boi, tal qual existem hoje, são construções, produtos da engenharia humana; não são produtos naturais no sentido de coisas desenvolvidas pela natureza sob ação da seleção natural. Já Darwin nos mostrou isso com clareza, ao estudar a seleção artificial que prossegue, em linha reta, até a engenharia genética moderna, cuja meta é acentuar os caracteres úteis das coisas vivas e, acima de tudo, a sua produtividade. Essa diretriz industrial impregna nossas vidas. Os produtos que consumimos parecem tão normais ou “naturais” que sequer nos perguntamos, por exemplo, o que seja a “canola”. Imaginamos uma planta bucólica, estampada no rótulo de um óleo de fritura com baixo teor de “trans”. Na verdade, se trata de uma sigla -CANadian Oil Low Acid. A planta da qual ele se origina é a colza (3), usual na geração de um óleo industrial.

Claro, a variedade produzida para alimentação parece inocente, mesmo considerando que boa porção da colza tem origem na transgenia.

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