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05/06/2010 - Diário de Cuiabá Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Grupo visou dinheiro de pessoas mortas

Por: Jean Campos

Escutas ambientais na casa de pivôs do escândalo mostram negociações para se desviar dinheiro de contas de pessoas que já haviam morrido.

Relatório da Polícia Federal encaminhado ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) aponta indícios de outro crime, além da suposta prática de venda de sentenças no Judiciário de Mato Grosso, alvo na Operação Asafe.

Conversas interceptadas através de escuta ambiental em cômodo na residência de Ivone Reis Siqueira revelam que ela estaria envolvida em tentativa de desvio ilegal de altos valores depositados em contas de pessoas possivelmente mortas, entre elas uma aposentada da Petrobrás. Nas escutas são citadas contas que acumulam valores que variam de R$ 4 milhões a R$ 181 milhões.

Conforme revelou o Diário, que teve acesso ao inquérito sigiloso, Ivone é apontada pela PF como “o centro da organização”, ao lado de Célia Cury, esposa do desembargador aposentado José Tadeu Cury. Ambas foram presas na operação, além de outras sete pessoas.

Trecho de mais de 50 horas interceptadas na casa de Ivone revela que ela teria comentado com interlocutor não identificado sobre o número de contas bancárias que estaria articulando suposto desvio monetário. “A conta mais pequenininha que nós tamo mexendo até agora é quatro e seiscentos, a menorzinha, nós tamo com uma de dezenove, nós tamo com uma de cento e oitenta e um milhões”, teria dito Ivone, conforme o inquérito.

Ao narrar a ordem cronológica do esquema, a PF registrou que no dia 30 de maio do ano passado, Ivone teria recebido em sua residência o advogado Santos de Souza Ribeiro - que também foi preso durante a operação – e discutido “uma maneira de retirar cerca de quatro milhões de reais de contas de pessoas mortas”.

Para tal intento foi falsificada uma procuração em nome do laranja Reginaldo Pires da Costa, sendo o outorgante Maria Dalva Pereira Lima. Conforme o inquérito, parte dos dados da procuração (endereços, datas e locais de nascimento), que atribui a Reginaldo poderes de “abrir e movimentar” as contas de Maria Dalva, seria falsa.

Neste momento da interceptação, a polícia descobriu que Ivone contaria com a ajuda de “alguém do Banco do Brasil” que teria fornecido dados da conta alvo da fraude.

Segundo a PF, a própria Ivone chega a dizer claramente que o esquema em questão tratava-se de “desvio de dinheiro”, onde “a pessoa está morta”. A constatação é relatada no processo através da transcrição de uma conversa ocorrida em maio de 2009. Na conversa, Ivone explica para Santos Souza Ribeiro que eles teriam R$ 1,5 milhão em duas ou três contas, que o valor total seria R$ 3,290 milhões e que esses valores fossem transferidos para uma conta em São Paulo, ela (Ivone) ficaria sem comissão.

Além disso, a polícia presenciou vários encontros na casa de Ivone e interceptações indicam que o tema discutido é a localização de alguém que tenha uma conta no exterior para a transferência de 3 milhões de euros.

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