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04/06/2010 - iOnline Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

BPN. Fraudes em balcões podem custar 15,6 milhões de euros ao banco

Por: Ana Suspiro e Nuno Aguiar

A gestão do BPN criou uma provisão para enfrentar eventuais responsabilidades financeiras. O crédito em incumprimento disparou devido a situações passadas.

A gestão do Banco Português de Negócios (BPN) constituiu em 2009 uma provisão de 15,6 milhões de euros para fazer frente a eventuais responsabilidades financeiras do banco resultantes de fraudes identificadas em diversos balcões.

Segundo explicou ao i Norberto Rosa, um dos administradores da instituição nacionalizada, este foi o valor considerado razoável pelo departamento jurídico e pelos auditores do banco para responder ao impacto financeiro que estes casos poderão ter na sequência de processos judiciais. Isto significa que o valor total das fraudes detectadas deverá ser superior. As situações não estão directamente ligados ao processo-crime contra a ex-administração do BPN, liderada por Oliveira e Costa, contra quem já foi deduzida acusação. Um exemplo de uma destas possíveis fraudes provisionadas encontra-se em Janeiro de 2009. Então foi noticiado uma queixa por burla de um cliente do balcão das Amoreiras contra o gerente, acusado de desviar 6 milhões para contas off-shore em seu nome.

A herança do passado pré-nacionalização continua assim a pesar no balanço do BPN, cujas contas de 2009, divulgadas esta semana, revelam um prejuízo de 216,6 milhões e uma situação líquida negativa de 2 mil milhões de euros.

Incumprimentos de mil milhões O crédito com incumprimento no BPN disparou no ano passado 206%, fixando-se em pouco mais de mil milhões de euros. O valor traduz um rácio de 14,8% sobre o crédito total, muito acima do rácio global do sector bancário, que é de cerca de 3%, verificado no final de 2009. No BPN, porém, a subida foi coberta com provisões que em 2009 foram reforçadas com 130 milhões de euros.

A evolução reflecte situações do passado que não estavam devidamente registadas no balanço, garantiu ao i Norberto Rosa. Muitos destes créditos de má qualidade já eram conhecidos, mas não estavam devidamente contabilizados no balanço, porque eram renovados automaticamente e contavam como se continuassem a pagar juros. À medida que foram chegando ao seu termo e tiveram de ser renovados, foi possível detectar os incumprimentos. A gestão do banco passou a pente fino cada empréstimo superior a 2 milhões de euros e créditos vencidos acima dos 250 mil euros e avaliou por amostra o resto dos créditos. A maioria das situações refere-se a empresas, e parte resultou da integração no BPN dos financiamentos de má qualidade concedidos pelo Insular após a sua liquidação.

Norberto Rosa admite que possam surgir mais incumprimentos, mas acredita que o balanço de 2009 já reflecte, no essencial, a situação do BPN. A privatização do banco é prioridade do governo e o processo deverá conhecer novidades em breve, disse ao i o secretário de Estado do Tesouro, Costa Pina.

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