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04/06/2010 - Jornal do Comércio Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Nigéria acumula casos de golpes

Por: Marco A. Birnfeld


Casos como o do empresário brasileiro Osmar Pereira - enganado, sequestrado e torturado por uma quadrilha de nigerianos em Johannesburgo ao tentar exportar portas feitas com madeira de lei da Amazônia - contribuem para dar à Nigéria a fama de paraíso das fraudes. No maior golpe já registrado no País, três nigerianos conseguiram, no século passado, roubar US$ 242 milhões do banco brasileiro Noroeste.

Na ocasião, os três convenceram Nelson Sakaguchi, então diretor do Banco Noroeste em São Paulo, a enviar dinheiro para a construção de um aeroporto em Lagos, a capital nigeriana, em troca de uma comissão de US$ 10 milhões. As remessas gradativas foram feitas a partir de 1995, até que "caiu a ficha". Se­gun­do o li­vro "McMá­fia - Cri­me Sem Fron­tei­ras" (Com­pa­nhia das Le­tras, 440 pá­gi­nas), os banqueiros brasileiros con­se­gui­ram blo­que­ar parte da gra­na. Mas gas­ta­ram uma for­tu­na pa­ra ten­tar re­to­má-la, pois ti­ve­ram de con­tra­tar es­pe­cia­lis­tas ca­rís­si­mos pa­ra fa­zer a ope­ra­ção de "re­tor­no". Des­mo­ra­li­za­do, o ban­co aca­bou ven­di­do pa­ra o San­tan­der. A Comissão de Crimes Econômicos e Financeiros da Nigéria afirma que a fraude, que durou quatro anos, começou em 1995. Em 2004, o processo foi aparentemente encerrado depois que um juiz nigeriano afirmou não ter jurisdição sobre o processo, após o que os "interessados" nada mais teriam feito.

Outro golpe comum são os e-mails enviados pela rede de falsários, prometendo ganhos milionários para quem ajudar um nigeriano - supostamente perseguido pelo governo corrupto de seu país - a transferir fundos para uma conta bancária no exterior. Ou outro nigeriano que está em dificuldades judiciais para desbloquear os bens a que tem direito como herança - razão pela qual escreve em busca de auxílio de advogados brasileiros. De posse dos dados bancários, o fraudador faz os saques na conta da vítima.

Essas fraudes são mais conhecidas na Nigéria como "419", devido a seu número no Código Penal dali - a exemplo do "171" no Brasil. Um dos saites mais importantes no combate à prática é o NigerianFraudWatch.org, um serviço operado pelo governo nigeriano em parceria com a Grã-Bretanha.

A má fama acabou se transportando também para o mundo da ficção. Em 2009, o filme de longa metragem "Distrito 9" chegou a ser proibido na Nigéria por retratar os imigrantes do país na África do Sul como marginais e sanguinários. O filme conta a história de alienígenas que chegam por acaso à Terra e acabam segregados em campos de concentração, na África do Sul, onde passam a viver isolados e sem poder se integrar à sociedade.

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