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02/06/2010 - Midiamax Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Empresário se apresenta e polícia diz que ao menos 1 mil pessoas teriam assumido o risco de comprar diploma falso

Por: Jacqueline Lopes e Chico Júnior


Com um sorriso sarcástico, Mauro de Napoli, empresário dono da Paulistec, ‘escola de curso preparatório’ da Rua 13 de Maio que oferece diplomas de primeiro e segundo graus do EJA (Ensino para Jovens e Adultos), se apresentou nesta tarde à Polícia Civil. Suspeito de fraude que teria envolvido ao menos 1 mil pessoas na Capital, Napoli disse à imprensa após prestar depoimento: ‘Vim aqui apenas prestar esclarecimento ao delegado’.

Com tom irônico, preferiu não explicar os detalhes prestados à polícia. Napoli não foi preso e deverá ser indiciado por falsidade ideológica e estelionato.

Porém, o delegado Adriano Garcia Geraldo, titular da Decon (Delegacia do Consumidor), esclareceu que as pessoas que procuravam o curso da Paulistec assumiam o risco já que, segundo ele, sabiam que teriam problema ao apresentarem o documento em concursos públicos e universidades. Universidades que descobriram o problema já estaria oferecendo curso do EJA aos acadêmicos. Já aqueles que passaram em concursos públicos, deverão perder os cargos, segundo a polícia.

Após o curso preparatório, o aluno teria que fazer três provas. Uma em Santa Catarina e duas no Rio de Janeiro. Isso não acontecia e o ‘estudante’ assinava um documento fictício como comprovante de que foi submetido às provas.

Conforme o delegado, a suspeita de falsidade ideológica já teria resultado no fechamento de outra filial da Paulistec no estado de Goiás. Em Campo Grande, a empresa "derramava" diplomas falsos há pelo menos dois anos. Na conta bancária do empresário investigado, todos os dias entravam ao menos R$ 1 mil.

O crime contra o consumidor foi constatado, segundo o delegado, pelo fato de a empresa fornecer o diploma e quando o documento era utilizado, a vítima descobria que não havia autorização do MEC. A Paulistec não cumpria as 2,4 mil horas exigidas pelo Ministério da Educação. Não havia aula presencial e os alunos apenas recebiam apostila, compareciam ao local para fazerem as provas, avaliadas em São Paulo, Rio de Janeiro e Santa Catarina.

Fechamento da Paulistec

Por fraude, a empresa Paulistec foi fechada anteontem por policiais da Decon. Alunos foram ludibriados com o recebimento de documentação sem a regulamentação do MEC (Ministério da Educação) e levaram a denúncia para a polícia.

Uma das 24 filiais da Paulistec nas capitais brasileiras, funcionava na Rua 13 de maio, número 2.951, onde duas funcionárias acabaram detidas nesta manhã. O suspeito de ser o "cabeça" do esquema, Mauro de Napoli, estava em São Paulo, onde foi notificado para prestar depoimento à polícia paulista ainda hoje. Caso não comparecesse à delegacia, o delegado pediria a prisão do empresário.

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