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03/05/2007 - Correio Braziliense Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Polícia prende acusados de aplicar golpe pela internet

Por: Bárbara Renault


Dois homens foram presos em flagrante nesta quinta-feira no Guará por aplicar golpes pela Internet. Fábio Palmeira Tarabal Abdala, 28 anos, e Álvaro Lima Palmeira, 21, são acusados de estelionato pela venda de celulares e aparelhos eletrônicos pelo site Mercado Livre, especializado em vendas e compras on-line. Investigações da 4ª Delegacia de Polícia (Guará) indicam que, desde abril deste ano, eles arrecadaram mais de R$ 100 mil com produtos que não foram entregues. Cerca de 400 pessoas de todo o país foram lesadas. Entre as vítimas, uma delegada de Belo Horizonte, em Minas Gerais.

Segundo o delegado da 4ªDP, João Carlos Lóssio, as vítimas eram orientadas a depositar o dinheiro em uma conta do Banco do Brasil, cuja titular é a namorada de Álvaro, e aguardar até cinco dias a entrega da mercadoria. Os policiais chegaram aos acusados por meio de denúncias dos clientes e do próprio banco. Nesta quinta-feira, receberam a informação de que Álvaro iria sacar uma quantia da conta, em uma agência no Guará. Os delegados o prenderam em flagrante.

“Várias pessoas que compraram os produtos pela página da Internet e não os receberam ligaram para o Banco do Brasil, pedindo o cancelamento da transação e denunciando a fraude. O banco, então, nos ligou e passamos a monitorar a conta”, explica Lóssio. O delegado vai pedir ainda nesta semana a quebra do sigilo bancário dos dois envolvidos. Os policiais ainda investigam a participação da namorada de Álvaro no esquema. Em depoimento, ela negou saber dos crimes e disse que apenas cedeu a conta dela para que o namorado pudesse receber a pensão da mãe.

Nos últimos cinco dias, os criminosos conseguiram R$ 11 mil só com venda de celulares. Os aparelhos – modelo V3 da Motorola – eram comercializados a R$ 309,99. O preço de mercado deste produto varia entre R$ 600 a R$ 1.000. O playstation, aparelho também anunciado pela dupla, era vendido a R$ 469. Em média, o valor desse produto no mercado é de R$ 600.

Os acusados agiam no Mercado Livre com apelido VendaSok100. Em menos de um mês, realizaram 397 vendas – da quais nenhum produto foi entregue - e tinham 101 qualificações positivas; ou seja, comentários postados por compradores satisfeitos com as transações. “Essa pode ser uma indicação de que existe uma quadrilha em que outros estelionatários os qualificaram como bons vendedores para ajudá-los no golpe. Se não houver quadrilha, eles fraudaram o site de alguma forma”, complementa o delegado Lóssio.

De acordo com a 4ª DP, o Mercado Livre já retirou a página da dupla do site e enviou uma mensagem aos clientes informando que abriram uma investigação contra o detentor. Também solicitaram para que não prossigam as negociações.

Defesa
Os dois acusados são primos e negam o golpe. Eles afirmam que iam comprar os aparelhos de um fornecedor logo que o dinheiro dos clientes fosse depositado. O suposto fornecedor traria os produtos do Paraguai, por meio de contrabando. “Eles já estão errados porque, de acordo com o Código do Consumidor, você só pode vender o que tem. Se eles estavam oferecendo um produto que ainda seria comprado, é propaganda enganosa. E produto sem nota fiscal (contrabandeado), é crime contra a ordem tributária”, ressalta Lóssio.

Álvaro é estudante de curso pré-vestibular e não tem passagens pela polícia. Fábio é estudante do 6º semestre de Administração da Universidade de Brasília (UnB). Ele é casado, tem dois filhos e mora no Park Way. No ano passado, o registro dele no Mercado Livre foi cassado devido a irregularidades. As investigações na 4ª DP apontam que ele vendia programas de computador pela página da Internet, mas os clientes recebiam cópias piratas do produto.

Ambos serão indiciados, a princípio, por estelionato. A pena varia de um a quatro anos de prisão por vítima. Até o fechamento do inquérito, eles podem se enquadrar em outras tipificações. O crime é inafiançável.

O delegado orienta as vitimas a registrarem a ocorrência. Se o dinheiro for recuperado, elas podem ser ressarcidas. O site Mercado Livre também pode se responsabilizar pelo crime, já que oferece segurança nas transações. O CorreioWeb não conseguiu entrar em contato com a empresa para comentar o assunto.

Por meio de nota, o Mercado Livre informa que ‘não pode certificar a exclusão total e em tempo real de anúncios que firam suas regras diante à agilidade de eventuais internautas infratores e consumidores que atestam a prática’. No entanto, afirma que ‘colabora intensamente nos trabalhos de combate às fraudes, viabilizando o acesso às informações que podem levar a prisão de infratores’.

A empresa se coloca à disposição das autoridades e dos próprios clientes para prestar qualquer esclarecimento. O Mercado Livre ressalta ainda que as denúncias podem ser feitas no próprio site. A empresa se compromete em investigá-las. Caso comprovadas as infrações, os anúncios são retirados do ar.

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