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30/05/2010 - Extra Online Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Comissário de Polícia Civil fala sobre como fugir de golpes

Por: Giampaolo Braga


Em um novo texto, o comissário de Polícia Civil Aurílio Nascimento fala sobre um artigo do Código Penal que virou sinônimo de golpe: 171, o estelionato. Ele fala sobre os principais falsários e golpistas da história, e dá dicas de como não cair num golpe. "A prática do estelionato, mesmo possuindo inúmeras variações, tem por base apenas um ingrediente: fazer crer a vítima de que ela estava levando alguma vantagem, seja financeira ou emocional", escreve Nascimento.

O 171

De todas as condutas delitivas, o estelionato é a que mais guarda histórias dignas de filmes. O estelionato, o engano, a fraude acompanham o homem desde que o mundo é mundo. A primeira fraude,como se sabe, foi a de Satanás, o qual, sob disfarce, entra no Paraíso e engana Eva. Desde então, sempre existiram grandes fraudadores.

Destaca-se Alves Reis, um cidadão português que consegui sozinho, em 1924, imprimir legalmente milhões de escudos, fundar um banco e por pouco não ficar rico. Serge Rubinstein, um trapaceiro que chegou a ser elogiado por ninguém menos do que John Maynard Keynes. Wilson Mizner, conhecido como o Simpático Vigarista, autor de frases como: “Os primeiros cem anos são os mais difíceis”; “Trate bem as pessoas quando estiver subindo, porque tornará a encontrá-las quando estiver descendo”; Se você furta de um autor, é plágio; se furta de muitos, é pesquisa”.

Não se pode deixar de registrar Charles Ponzi, o criador do conto do vigário, o conde Victor Lustig, o homem que vendeu a torre Eiffel, e Henri Désiré Landru, o Barba-Azul de Paris, o qual namorou, surrupiou e matou nada menos do que 283 mulheres.

A prática do estelionato, mesmo possuindo inúmeras variações, tem por base apenas um ingrediente: fazer crer a vítima de que ela estava levando alguma vantagem, seja financeira ou emocional. Os estudiosos do Direito, de uma forma geral, classificam tal conduta como torpeza bilateral, ou seja, A engana a B, e B pensa que está levando vantagem sobre A. Recentemente, se descobriu que o papa das finanças de Nova York era e foi um fraudador por mais de 30 anos, enganando celebridades e pessoas sensatas.

O estelionato não se restringe a classes sociais, nem a setores. Ele se encontra sob todas as formas, e em qualquer lugar. No passado, o artista, como se definem os estelionatários, necessitavam de meios, de recursos, e de oportunidade, para poder aplicar um golpe, e as vezes com grande investimento, como no caso da famosa fraude da Guitarra, onde se convence pessoas de posses a comprar uma máquina de fazer dinheiro. Por incrível que pareça até os dias atuais, ainda existem gente que caem nesta armadilha.

As novas tecnologias, principalmente a internet, facilitaram em muito a proliferação do estelionato. Hoje, qualquer pessoa com um mínimo de conhecimento se transforma no que achar melhor. Em um dia, será um bom jogador de futebol à espera de uma oportunidade. No outro, um grande artista prestes a ser contratado por uma grande emissora. O cabedal de pessoas vítimas do engano é imenso. Por vezes, o prejuízo é apenas financeiro. Noutras, acabam em tragédia, em mortes, em roubos.

Para não ser vítima de um estelionato, a receita é simples: não acredite em tudo que alguém afirma ser; desconsidere qualquer vantagem financeira ou emocional. Nada do que foi dito sobre você ou para você é original: foi copiado de páginas existentes na rede mundial de computadores. Tenha os pés no chão e a certeza de que fadas e Papai Noel não existem. E, por fim, que qualquer vantagem financeira se ganha por três caminhos: herança, Mega-Sena ou trabalho. O resto é fraude.

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