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31/05/2010 - O Dia Online Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Polícia fecha cerco contra cooperativas clandestinas

Por: Francisco Edson Alves

Falsas empresas, que usam táxis piratas, são fechadas pela DRFA na Zona Oeste.

Rio - A Delegacia de Roubos e Furtos de Automóveis (DRFA) está fechando o cerco às quadrilhas especializadas em formar cooperativas fantasmas. Em seis meses, 112 táxis piratas, que faziam parte de nove empresas de fachada, foram retirados de circulação. A maioria rodava na Zona Oeste, entre Campo Grande, Recreio, Santa Cruz, Realengo,Pedra de Guaratiba e Paciência. Pelo menos 150 pessoas — entre falsos taxistas e outras ligadas indiretamente com a máfia — foram detidas no período. A última investida da polícia foi no dia 19, em Paciência, onde 11 ‘cooperados’ agiam em ponto em frente a um supermercado, na Avenida Cesário de Melo.

Integrantes desses bandos se juntam, expulsam taxistas legalizados de seus pontos e passam a explorar os usuários, cobrando tarifas exorbitantes”, ressalta o titular da DRFA, delegado Márcio Mendonça. Segundo investigações, as quadrilhas contam também com um esquema de proteção de milicianos. O suposto envolvimento de maus policiais com os criminosos está em apuração. Um dos suspeitos comandaria uma frota de pelo menos 15 veículos clandestinos.

Em conversas filmadas através de microcâmeras embutidas em canetas e relógios, agentes da delegacia especializada, se passando por passageiros, descobriram como funciona o esquema. “Os criminosos pintam as latarias dos carros de amarelo e as placas de vermelho, pagam entre R$ 8 mil e R$ 10 mil por uma vaga fixa em pontos dominados ou criados pelas quadrilhas e diárias de até R$ 120 em nome dos chefes dos grupos”, detalha.

Olheiros das ‘empresas’ conseguem informações privilegiadas e ficam de prontidão para alertar os falsos taxistas sobre blitzes da Secretaria Municipal de Transportes e operações da polícia. A estrutura conta até com operadores que controlam a saída e chegada aos pontos e verificação de quem está ‘habilitado’ para ter acesso às áreas demarcadas.

Os 150 detidos vão responder por dois tipos de crimes: falsificação de documentos e adulteração de sinais de identificação, como chassis e pinturas de latarias e placas. Alguns foram enquadrados ainda por exercício ilegal da profissão. Somadas, as penas podem resultar em até 12 anos de reclusão, além de multas estipuladas pela Justiça.

CAINDO AOS PEDAÇOS

A precariedade da conservação dos táxis piratas apreendidos impressiona. A maioria dos que foram detidos em Paciência, por exemplo, não tinha a menor condição de circular, segundo Márcio Mendonça. Em nenhum havia taxímetro. Alguns foram pintados de forma grosseira. Dois rodavam com motores roubados e os demais, com pneus carecas, retrovisores e lanternas quebrados. Um deles, o Santana KNK-9686, que era verde e foi pintado de amarelo, estava há 12 anos sem licenciamento, não tinha maçaneta nas portas traseiras e o vidro da janela do carona era travado com uma chave de fenda.

Sem taxímetro, as corridas eram cobradas no ‘tiro’, ou seja, o condutor estipulava o preço que quisesse. Às vezes, uma corrida de R$ 20 custava o dobro. Sem contar o risco de acidentes, já que a manutenção desses veículos é zero. Levantamento da DRFA aponta que só na capital, onde pouco mais de 31,4 mil táxis são cadastrados na SMTU, há cerca de 10 mil piratas. “Estamos no encalço de falsas cooperativas também na Baixada Fluminense e em São Gonçalo, onde a fiscalização municipal ainda precisa ser intensificada”, adianta.

Ainda de acordo com Mendonça, turistas, principalmente os estrangeiros, são as principais vítimas de falsos taxistas. Desde fevereiro, porém, quando 45 táxis piratas foram apreendidos pela DRFA no Centro, Zona Sul e arredores da Rodoviária Novo Rio e dos aeroportos, “os registros diminuíram consideravelmente”. “Em alguns casos, constatamos que táxis piratas eram usados por estupradores, assaltantes e para entregar drogas nas residências de viciados”, comenta. O Sindicato dos Taxistas informou que recebe, em média, dez denúncias por semana sobre falsos taxistas e cooperativas fantasmas e que as encaminha à polícia.

Blitzes tiram 363 táxis piratas em três meses

O coronel da PM Eduardo de Oliveira, chefe da Subsecretaria de Fiscalização de Transportes, criada há três meses para coibir táxis, ônibus e vans piratas, informou que no último trimestre 363 táxis irregulares foram apreendidos nas ruas do Centro e Zona Sul.“Vamos estender as blitzes para a Zona Oeste e Região Metropolitana”, promete Oliveira.

Pneus carecas, carrocerias danificadas, kits-gás vencidos, ilegibilidade de placas e a ausência do documento de vistoria ou do licenciamento do permissionário para circular com passageiros junto à Secretaria Municiapal de Transportes são as principais irregularidades encontradas pela fiscalização. Nas filmagens captadas pela DRFA, os falsos taxistas falam do medo de ser descobertos. “Se pegarem a gente em flagrante, a coisa fica feia”, comentou um deles.

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