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29/05/2010 - Diário do Pará Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Disney: homens podem ser presos por espionagem


Uma assistente administrativa na Disney e um amigo foram detidos e acusados pela venda de acesso antecipado a um relatório confidencial sobre os resultados financeiros do grupo de mídia e entretenimento. O procurador da Justiça federal americana para o distrito sul de Nova York acusou Bonnie Hoxie, 33, e seu amigo Yonni Sebba, 29, ambos de Los Angeles, de conspiração e fraude telegráfica.

As acusações foram apresentadas em Nova York porque foi naquela cidade que o dinheiro envolvido na transação trocou de mãos. Os dois foram detidos por agentes do Serviço Federal de Investigações (FBI) dos Estados Unidos em Los Angeles, na manhã de quarta-feira. Caso condenados por todas as acusações, podem enfrentar até 25 anos de prisão e uma multa de US$ 250 mil.

Um juiz federal autorizou a libertação de Hoxie sob fiança de US$ 15 mil. A fiança de Sebbag não foi concedida, porque o juiz determinou que ele apresentava risco de fuga. Hoxie, que trabalhava na divisão de relações com a mídia na sede da Disney, teve acesso a um rascunho sigiloso quanto aos resultados financeiros trimestrais da companhia, e trocou mensagens de e-mail com Sebbag sobre o plano, de acordo com a queixa.

Os documentos de acusação oferecem os seguintes excertos de suas mensagens: "Vai chegar ou não?", escreveu Sebbag a Hoxi em 11 de maio, em referências às informações sigilosas. Ela respondeu: "O que você sugere que eu faça? Talvez possa acenar com minha varinha de condão e conseguir o que você deseja - se houvesse como".

Mais tarde, Hoxie conseguiu atender ao pedido do amigo, enviando a ele um documento sobre os resultados da Disney no segundo trimestre fiscal de 2010, e sobre a mensagem que a companhia queria transmitir ao público a respeito dos números.

Sebbag parece ter atraído a atenção do FBI ao enviar uma carta padronizada e anônima a mais de 30 fundos de hedge, nos Estados Unidos e Europa, contendo algumas das informações do documento, incluindo o lucro por ação que a empresa divulgaria, e pedindo pagamento de US$ 15 mil.

Sebbag também se oferecia para fornecer informações semelhantes no futuro em troca de uma fatia de 30% de quaisquer lucros propiciados pelas transações realizadas com informações privilegiadas, alegam os documentos de acusação.

A Securities and Exchange Commission (SEC, órgão que fiscaliza e regulamenta o mercado de valores mobiliários dos Estados Unidos), abriu um processo civil separado contra os dois por uso indevido de informações privilegiadas, e detalhou em sua queixa como Hoxie havia solicitado a Sebbag pagamento que incluía uma bolsa de US$ 700 da loja Neiman Marcus e um par de dispendiosos sapatos de Stella McCartney.

De acordo com a queixa criminal, Hoxie e Sebbag tentaram convencer agentes operando sob disfarce de que tinham o acesso prometido, dizendo a eles que a Disney "estava envolvida em negociações sérias e bem adiantadas com dois grupos de capital privado para lhes vender a rede de TV ABC".

Na quarta-feira, a Disney divulgou um comunicado no qual negava a existência de quaisquer negociações nesse sentido. "A referência, na queixa, a conversações sobre a ABC Network era e continua sendo falsa", afirma o comunicado. A companhia acrescentou que estava "cooperando plenamente" com as investigações.

Hoxie e Sebbag fizeram sua alegação sobre a ABC depois de boatos de que a Disney estaria interessada em vender a rede, causados por um comentário feito por Robert Iger, o presidente-executivo do grupo, na assembleia anual de acionistas da companhia.

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