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29/05/2010 - Jornal de Notícias Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Milhões da fraude cobriam os Clérigos


A economia não declarada ao fisco em Portugal rondava os 30 mil milhões de euros em 2008, ou 23% do PIB, tendo tendência para aumentar com a crise, alertou ontem o Observatório de Gestão de Fraude.

"Tem havido uma tendência de aumento, quer da economia não registada quer da fraude, em Portugal", frisou Carlos Pimenta, presidente do Observatório de Economia e Gestão de Fraude (OBEGEF), e professor da Faculdade de Economia da Universidade do Porto, à margem da conferência "Combatendo o crime na Europa", que terminou ontem, em Lisboa.

O Observatório nasceu de uma iniciativa de Carlos Pimenta e de outros professores da Universidade do Porto, e transformou-se num núcleo com especialistas de várias áreas viradas essencialmente para o estudo e o levantamento do crime de fraude fiscal e da corrupção.

Recentemente, e a propósito de dados de 2007, Carlos Pimenta afirmou que a "economia sombra" portuguesa "corresponderia a uma pilha de notas de 100 euros quase da altura da Torre dos Clérigos", mas, admitiu à Comunicação Social, "com notas de 500 euros ainda era suficiente" para "acompanhar" aquele monumento portuense.

Os dados da OBEGEF medem "essencialmente a economia não registada de fuga ao fisco. Se entrarmos em conta com as actividades ilegais, provavelmente são valores mais elevados", afirmou.

Carlos Pimenta referiu também que a "fraude feita contra as empresas ronda cerca de 10% das vendas das empresas" em Portugal.

O valor português da economia não declarada, segundo o presidente do OBEGEF, "é 2,6 vezes o dos Estados Unidos, 2,3 vezes o da Suíça, 1,8 vezes o do Reino Unido e 1,5 vezes o da França", sendo "similar ao espanhol e menor que o italiano e o grego".

"As comparações com outros países desenvolvidos também revelam que os nossos 'brandos costumes' são uma constatação vazia", sublinhou.

Carlos Pimenta alertou que a actual situação de crise económica constitui uma preocupação acrescida em termos de combate à fraude e à fuga ao fisco.

"Em situações de crise, é provável que exista um aumento da própria prática de fraudes, mas sobretudo há um aumento claro de detecção de situações de fraude (...), porque a impossibilidade de pagar as dívidas faz com que essas fraudes sejam reveladas", disse.

Depois de na quinta-feira o procurador-geral da República, Fernando Pinto Monteiro, ter afirmado na mesma conferência que "Portugal não é um país de corruptos", Carlos Pimenta frisou ontem que "99% dos cidadãos portugueses são perfeitamente honestos".

"Não somos um país de corruptos, mas também não somos um país de brandos costumes como nos habituamos a apresentar", referiu.

"Somos um país onde existem níveis de economia não registada, de fraude - e dentro da fraude, de corrupção - extremamente elevados, altamente contagiosos e que têm envolvido cada vez mais pessoas que, pelo facto de estarem envolvidas, têm repercussões em cadeia extremamente grandes", acrescentou.

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