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29/05/2010 - TV Canal 13 Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Era virtual traz novos riscos para modelos iniciantes


Enquanto muitas “new faces” se preparam para brilhar no Fashion Rio, nesta semana, aspirantes a modelo sonham com o glamour de tops como Carol Trentini, Gisele Bündchen e Alessandra Ambrósio. Mas conquistar sucesso na moda é bem difícil e muita gente alta, magra e linda passa anos nadando para morrer na praia. Os comentários nos castings não são dos mais carinhosos, os estilistas dão chiliques, os padrões mudam de tempos em tempos e, no começo, todo mundo tem que trabalhar de graça. E, como se esses apertos não fossem o bastante para essas meninas e meninos, a era da informática trouxe mais problemas para a vida deles.

Por terem a imagem frequentemente exposta na internet, modelos estão sujeitos a toda sorte de malucos virtuais. Stalkers (pessoas que bisbilhotam outras na web), cyberbullying, pedofilia e golpes são os problemas mais frequentes. A modelo Stefanie Wassermann, 16 anos, de Santos (SP), deu pulos de alegria quando foi chamada para desfilar para o cabeleireiro Celso Kamura com roupas de Alexandre Herchcovitch, no ano passado. Na hora de se vestir, ela e as outras meninas ficaram sabendo que usariam peças transparentes. “Teve menina que reclamou e falou que não ia fazer o desfile, mas eu adorei. As roupas eram lindas! E minha mãe também não viu problema algum”, lembra.

No dia seguinte, Stefanie contou tudo para as amigas – mas teve gente que, em vez de ficar feliz, partiu para o cyberbullying. “Uma pessoa entrou no site e viu as minhas fotos desfilando com roupas transparentes. Aí, cortou as fotos na altura dos seios, criou um perfil no Orkut com o nome ‘Stefanie Nua’ e adicionou todo mundo da escola”, conta. Os “amigos” do colégio, em vez de ignorarem o perfil e denunciarem para o Orkut, passaram a frequentar diariamente o Scrapbook para ofender a modelo. “Fiquei horrorizada. Como é que alguém pode fazer esse tipo de maldade? As pessoas entravam lá só para me esculachar!”.

A história foi parar na direção e Stefanie foi chamada para uma conversa. “Perguntaram se eu estava fazendo fotos sensuais. Eu disse que não, expliquei o que estava acontecendo e o diretor não fez nada”, relata. O perfil ficou no ar por dois meses, até o Orkut removê-lo. “Sei que quem criou o perfil foi uma das minhas amigas e quero mudar de escola, pois as pessoas com quem estudo são muito invejosas”.

Novos velhos golpes

Você já recebeu scraps de agências de modelos convidando para fazer um book? Ou um photoshooting, um desfile, uma campanha para a Chanel e mais um monte de promessas sensacionais? Se sim, não se sinta tentada a se tornar a nova Raquel Zimmermann ou o próximo Rodrigo Hilbert. Pode ser um golpe como o que aconteceu com Nilson Junior, que hoje tem 20 anos.

No começo da carreira, antes de ter contrato com uma grande agência, o modelo recebeu um e-mail de uma suposta agência de São Paulo dizendo que havia sido selecionado para fazer parte dela. “Eles acharam meu email no Orkut, escreveram pedindo meu telefone e eu passei”, conta. “Depois, ligaram e falaram que só poderiam me aprovar se eu fizesse um depósito. Depositei R$ 1.200 e eles sumiram com o dinheiro”. Só então ele foi buscar informações sobre a tal empresa. “Descobri que ela era fantasma. Mas, na época, isso não passou pela minha cabeça porque eu era novo na área. Aquele dinheiro estava guardado e acabou fazendo falta”.

Para evitar problemas causados por exposição na internet, algumas agências têm o cuidado de orientar as iniciantes. “Digo para as meninas não publicarem fotos muito ousadas, de sutiã ou biquíni, mesmo que sejam profissionais”, explica Junior Pillares, booker da Mega Model e responsável pelo departamento de “new faces” da agência. “Também peço para que tomem cuidado com fotos em que aparece alguma marca e fotos de baladas, bebendo. Nas redes sociais, é melhor publicar fotos da infância e do colégio”, afirma.

Prevenção é a solução

O delegado Demétrius Gonzaga de Oliveira, do Núcleo de Combate a Cibercrimes (Nuciber), no Paraná, explica que o caso de Nilson se enquadra no crime de estelionato e que, se o modelo tivesse levado à delegacia os e-mails trocados, o telefone da pseudo-agência e todas as provas que tivesse, o crime poderia ser solucionado. Ao contrário do que muita gente pensa, não é difícil nem demorado encontrar criminosos virtuais. “Resolvemos de 8 a 10 casos como esse por dia, só no Paraná. Nas últimas semanas, tivemos três casos de pedofilia e o mais demorado levou 30 minutos para ser solucionado”, afirma.

Ele conta que o crime virtual é o que mais cresce no Brasil – só no último ano, o aumento foi de 700%. Acontece de tudo: estelionato, sequestro, cyberbullying, happy slapping (bullying filmado e postado em sites), pedofilia, calúnia, falsa identidade, difamação... E, para os modelos e não-modelos se prevenirem, o delegado recomenda não mandar fotos para desconhecidos; antes de negociar qualquer coisa, pesquisar se a empresa existe mesmo e se não há reclamações contra ela; e sempre ser um pouco cético e desconfiado. “O básico é o acompanhamento dos pais”, diz. “Dos stalkers é um pouco mais difícil se prevenir, pois eles apresentam um perfil psiquiátrico doentio e são imprevisíveis. Mas quem sofre perseguições pela internet deve procurar uma delegacia”, diz o delegado.

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