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28/05/2010 - Gazeta Online Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Operação da Polícia Federal desbarata quadrilha de clonagem de cartões no Espírito Santo

Por: Almir Neto


Uma operação da Delegacia de Repressão a Crimes Patrimoniais da Polícia Federal (PF), batizada de Operação Rastro, iniciada na manhã desta sexta-feira (28), desbaratou uma quadrilha especializada na clonagem de cartões magnéticos, que atuava no Espírito santo e em outros dois estados: Rio de Janeiro e Minas Gerais.

Os policiais cumpriram cerca de 10 mandados de prisão preventiva e outros 13 de busca e apreensão, expedidos pela 1ª Vara Federal Criminal de Vitória. As prisões foram resultado de investigações que começaram há 11 meses, a partir de indícios de existência de uma suposta organização, que, segundo a PF, seria comandada por Paulo Roberto Mosca, mais conhecido por Júnior, com atuação no estado e também em Governador Valadares, em Minas Gerais e na cidade do Rio de Janeiro.

O acusado está preso desde o dia 17 de maio de 2010, junto com sua companheira Elaine da Silva, depois de serem flagrados fazendo compras com cartões clonados no comércio de Vitória. Na ocasião a PF cumpriu dois mandados em endereços do casal, onde foram apreendidos mais de 1.500 cartões, 30 documentos de identidade falsos, mais de 40 CPFs, carteiras de trabalho e de motorista falsas, além de maquinário que seria utilizado para a confecção dos cartões clonados.

Além do apartamento utilizado como escritório para a falsificação, o casal também tinha uma casa luxuosa no Bairro Costa Bela, em Jacaraípe, no município de Serra, no Espírito Santo, que era mobiliada com móveis e utensílios domésticos do melhor padrão de qualidade, supostamente adquiridos através do uso dos cartões clonados. O patrimônio adquirido por Paulo Roberto Mosca com dinheiro ilícito passa de 1,5 milhão de reais. O volume da fraude está sendo levantado e pode chegar a 3 milhões.

Prisão

As investigações do MPF e da PF tiveram início quando a quadrilha clonou o cartão de crédito de um procurador da República que é correntista da Caixa Econômica Federal. Os integrantes da organização criminosa realizaram 17 compras com o cartão clonado do procurador em supermercados, postos de gasolina, farmácias e lojas de material de construção, principalmente na Serra, o que totalizou R$ 7.698,16.

Interceptações telefônicas realizadas com autorização judicial nos números de telefone celular fornecidos no momento das compras levaram a PF até os criminosos que, a partir de então, passaram a ter também suas atividades monitoradas de forma camuflada. Chegou-se, então, aos demais integrantes da quadrilha que praticou o golpe contra inúmeras outras vítimas.

Segundo as investigações da PF, Paulo Roberto obtinha os dados dos titulares dos cartões por meio de coletores de dados popularmente conhecidos como "chupa-cabras", implantados por seus comparsas. Com esses dados, clonava os cartões, confeccionava ou adquiria documento de identidade com o nome escolhido e em seguida fazia compras apresentando-se como o titular desses cartões.

Ainda segundo a PF, com os cartões, ele comprava uma infinidade de produtos e os revendia por preço mais baixo. Em diversas ocasiões, também investiu em seu próprio negócio, a construção civil, utilizando os cartões clonados para comprar material de construção. Adquiriu ainda produtos para sua casa e para seu consumo pessoal e familiar.

As investigações apontam que ele e a mulher, possuiriam vários imóveis e veículos, em nome de laranjas ou de pessoas fictícias. Através do monitoramento das atividades de Paulo Roberto, a PF verificou que ele conduzia diversos veículos, entre eles caminhonetes Ford F350, D20 e S10 e um Vectra. Nenhum deles, entretanto, estava em nome do casal.

De acordo com o procurador da República responsável pelo caso, Carlos Vinicius Soares Cabeleira, a prisão preventiva dos investigados é fundamental para impedir a continuidade dos crimes, para garantir o bom andamento das investigações e para evitar a fuga dos envolvidos.

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