Monitor das Fraudes - O primeiro site lusófono sobre combate a fraudes, lavagem de dinheiro e corrupção
Monitor das Fraudes

>> Visite o resto do site e leia nossas matérias <<

CLIPPING DE NOTÍCIAS


Acompanhe nosso Twitter

27/05/2010 - Gazeta Online Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Por suspeita de falsificação de documentos, Estrela do Norte pode perder a vaga na elite do futebol capixaba em 2011

Por: Bruno Marques


A Série B do Capixabão 2010 já está nas mãos do Tribunal de Justiça Desportiva (TJD-ES). Há suspeita de irregularidade nos contratos de vários jogadores do Estrela, de Cachoeiro de Itapemirim, que, no campo, conseguiu o acesso à elite do Capixabão do ano que vem junto com o Aracruz (campeão), mas, dependendo do desenrolar do caso, pode perder a vaga para o Colatina, terceiro lugar.

O problema estaria na assinatura do médico responsável, que é obrigatória para a validação dos contratos. No caso dos dos jogadores do Estrela, há suspeita de que o CPF do médico indicado nos documentos seja inválido e o número do mesmo no Conselho Regional de Medicina (CRM) seja falso, pois pertenceria a outro médico, sem ligação com o clube.

O presidente do TJD-ES, Rogério Pimentel, encaminhou ontem o assunto à procuradoria-geral, que deve oferecer denúncia nos próximos dias e encaminhar o caso para julgamento. Mas a questão deve extrapolar a esfera desportiva, chegando à criminal. Uma cópia da denúncia provavelmente será encaminhada ao Ministério Público do Espírito Santo (MPES).

"Nunca vi nada parecido em dez anos de Justiça Desportiva. No TJD, vamos analisar a questão disciplinar. Se o clube e outros envolvidos forem punidos e entendermos que é ilícito penal, passaremos cópia do processo ao Ministério Público", esclareceu Rogério Pimentel.

Presidente se defende

O GAZETAESPORTES.COM entrou em contato com o presidente do clube, Sandro Sartório, que diz desconhecer a irregularidade. "Pessoas má intencionadas se infiltraram no clube e jogaram contra. Ao término da competição (Série B 2010), tomei conhecimento de uma articulação contra o próprio time, abri uma investigação interna e afastei todas as pessoas ligadas ao futebol do Estrela", se defende Sartório.

Ao tomar conhecimento da denúncia, o presidente foi ao DPJ de Cachoeiro Itapemirim e registrou uma ocorrência. "Fui a polícia para abrir um inquérito investigativo. Espero contar com a colaboração de todos os funcionários do Estrela para solucionar essa polêmica", diz o dirigente que não quis citar nomes. Nesta sexta-feira, Sandro Sartório vai à Delegacia Patrimonial para registrar queixa.

Possíveis penas

As penas por falsificações estão previstas no novo Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), no artigo 234 (ver trecho abaixo). Em caso de condenação, o réu é suspenso de 180 a 720 dias. Se for reincidente, pode ser eliminado do esporte. Vale lembrar que em 2008, ano em que disputou também a Série B, mas acabou perdendo a vaga para o GEL, o Estrela também se envolveu em uma acusação de irregularidade. Na ocasião, referente à inscrição irregular do lateral-esquerdo Wallace, atualmente no Vitória. Na época, o alvinegro não foi punido, pois o então funcionário da Federação de Futebol (FES), Jean Carlo Cosme, responsabilizou-se pelo erro no registro, livrando inclusive a entidade de uma pena.

Trecho do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD) referente ao caso:

TÍTULO IX

DAS INFRAÇÕES CONTRA A MORAL DESPORTIVA

CAPÍTULO I

DAS FALSIDADES
Art. 234. Falsificar, no todo ou em parte, documento público ou particular, omitir declaração que nele deveria constar, inserir ou fazer inserir declaração falsa ou diversa da que deveria ser escrita, para o fim de usá-lo perante a Justiça Desportiva ou entidade desportiva.

PENA: suspensão de 180 (cento e oitenta) a 720 (setecentos e vinte) dias e eliminação na reincidência.
§1º - Nas mesmas penas incorrerá quem fizer uso do documento falsificado na forma deste artigo, conhecendo-lhe a falsidade.
§2º - No caso de falsidade de documento público, após o trânsito em julgado da decisão que a reconhecer, o presidente do Órgão Judicante encaminhará ao órgão do Ministério Público os elementos necessários à apuração da responsabilidade criminal.
§3º - Equipara-se a documento, para os efeitos deste artigo, as provas fotográficas, fonográficas, cinematográficas, de vídeo tape e as imagens fixadas por qualquer meio eletrônico.

Página principal do Clipping   Escreva um Comentário   Enviar Notícia por e-mail a um Amigo
Notícia lida 227 vezes




Comentários


Nenhum comentário até o momento

Seja o primeiro a escrever um Comentário


O artigo aqui reproduzido é de exclusiva responsabilidade do relativo autor e/ou do órgão de imprensa que o publicou (indicados na topo da página) e que detém todos os direitos. Os comentários publicados são de exclusiva responsabilidade dos respectivos autores. O site "Monitor das Fraudes" e seus administradores, autores e demais colaboradores, não avalizam as informações contidas neste artigo e/ou nos comentários publicados, nem se responsabilizam por elas.


Patrocínios




NSC / LSI
Copyright © 1999-2016 - Todos os direitos reservados. Eventos | Humor | Mapa do Site | Contatos | Aviso Legal | Principal