Monitor das Fraudes - O primeiro site lusófono sobre combate a fraudes, lavagem de dinheiro e corrupção
Monitor das Fraudes

>> Visite o resto do site e leia nossas matérias <<

CLIPPING DE NOTÍCIAS


Acompanhe nosso Twitter

02/02/2006 - Jornal O Tempo Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Monteiro é acusado de ‘viver de golpes’

Por: Ezequiel Fagundes


Uma parte do PT quer transformar o lobista mineiro Nilton Antônio Monteiro, 48, personagem conhecido do Ministério Público (MP) e da Polícia Federal (PF), na fonte mais informada da República, detentor de tanta credibilidade ao ponto de fornecer material político contra os adversários.

É o que vem acontecendo nos últimos meses com a chamada lista de Furnas, papelada comparada a outro dossiê, o Cayman, de 1998. De fato, os dois dossiês não são autênticos, no entanto, guardam conteúdo inflamável repleto de interesses eleitorais.

Atualmente, pelo menos dez processos e representações criminais correm na Justiça contra Monteiro. Mas quem teve proximidade com o lobista garante que ele sobrevive de golpes, principalmente da falsificação e montagem de documentos.

O empresário carioca Roberto da Cunha Vieira Filho impetrou uma ação na Justiça contra Monteiro. Segundo ele, o lobista queria receber R$ 845 mil de sua empresa, por serviços que nunca foram prestados.

Monteiro teria inventado ser seu sócio e falsificou, segundo laudo grafotécnico, uma confissão de dívida em nome da Conterv Assessoria e Projetos, na qual exigia o pagamento de supostos honorários.

O ex-advogado de Monteiro, Joaquim Engler Filho, diz que as ações do lobista indicam, na verdade, distúrbios de comportamento. “O Nilton é daqueles loucos com mania de grandeza”, diz Engler Filho.

No município de Alto do Caparaó, na Zona da Mata, Regina Cortez, 62, se diz vítima de extorsão. Ela afirma que foi convencida pelo lobista a negociar seu sítio. Tempos depois, a dona de casa teria sido obrigada a lhe entregar pelo menos R$ 80 mil.

Em entrevista por telefone, Nilton Monteiro reconheceu que está vivendo um momento conturbado.

“Estou recebendo ameaças. Vivo tão nervoso que estou tomando remédios de tarja preta”, relata. Mas, segundo ele, quem o acusa vai pagar caro. “Vão ter que provar nos tribunais porque é tudo mentira. Se não provarem, vou liquidar todo mundo”, ameaça.

Magnata
O comportamento singular do lobista chama atenção. Ele não tem profissão e nem renda fixa, mas para impressionar as pessoas ao seu redor, diz que possui uma ilha particular e vários imóveis na Barra da Tijuca, bairro nobre do Rio de Janeiro, além de outros tantos bens em Belo Horizonte.

No entanto, Monteiro mora em uma casa geminada no Cachoeirinha, bairro classe média baixa de Belo Horizonte, onde divide as despesas com a família da esposa, Andréia Viana. Os familiares do lobista são um caso a parte. Segundo Engler Filho, quem pensa que ele age sozinho está enganado.

“É claro que ele é um cara corajoso, peitudo. Mas quem falsifica os documentos é a mulher dele, a Andréia”, conta. O advogado afirma que Andréia Viana, recém-formada em direito, possui uma “fábrica de documentos” em sua casa.

“Ela monta tudo com a ajuda do computador e o Nilton distribui”, explica. Monteiro praticamente não pára em casa, segundo afirmou o seu sogro, um policial civil aposentado, que já cumpriu pena por sequestro.

De acordo com Márcio Viana, depois que o genro “começou a mexer com política”, as viagens para outros Estados, como Rio de Janeiro, Espírito Santo e Distrito Federal, viraram rotina.

“É difícil encontrar com ele. Depois que entrou na política, ficou mais complicado ainda. O Nilton troca de celular constantemente”, conta.

INSS
Em outubro do ano passado, por meio de denúncia anônima, a Polícia Federal (PF) de Minas descobriu que o lobista vem recebendo a aposentadoria do pai, Nilton Pinto Monteiro, falecido há três anos.

De acordo com a investigação, ele também continua movimentando uma conta no Bradesco em nome do pai.

“O processo existe. A polícia remeteu os autos para o Ministério Público. Trata-se de crime de estelionato com agravante, pois o acusado está lesando o INSS. A pena, nesse caso, aumenta um terço, variando de um a cinco anos de detenção”, explica o delegado da PF, Alexandre Leão.

Monteiro chegou a se passar por médico oncologista, segundo contou o advogado de uma empresa a qual tentou lesar. “O Nilton é uma mistura de lobista com estelionatário. O cara é tão maluco que inventou que era médico em Itaperuna, no interior do Rio”, diz o advogado, que pediu para não ser identificado.

Página principal do Clipping   Escreva um Comentário   Enviar Notícia por e-mail a um Amigo
Notícia lida 1306 vezes




Comentários


Nenhum comentário até o momento

Seja o primeiro a escrever um Comentário


O artigo aqui reproduzido é de exclusiva responsabilidade do relativo autor e/ou do órgão de imprensa que o publicou (indicados na topo da página) e que detém todos os direitos. Os comentários publicados são de exclusiva responsabilidade dos respectivos autores. O site "Monitor das Fraudes" e seus administradores, autores e demais colaboradores, não avalizam as informações contidas neste artigo e/ou nos comentários publicados, nem se responsabilizam por elas.


Patrocínios




NSC / LSI
Copyright © 1999-2016 - Todos os direitos reservados. Eventos | Humor | Mapa do Site | Contatos | Aviso Legal | Principal