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22/05/2010 - Zero Hora Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

A volta do maior dos falsários

Por: Daniel Feix


Série da RBS TV inclui história do falsificador de Hitler que viveu na CapitalDepois de Os Falsários, longa vencedor do Oscar de filme estrangeiro, a vida do “maior falsificador do mundo” virou objeto de outros dois projetos. Um deles da série Guerra e Paz, da RBS TV, os dois produzidos em Porto Alegre – onde ele viveu por 20 anos.

Judeu, ucraniano de nascimento, artista plástico de formação, Salomon “Sally” Smolianoff (1897 – 1976) foi preso primeiro pelos comunistas, depois pelos nazistas e, após se “especializar” na falsificação de dinheiro, perseguido pela Interpol. Durante a II Guerra, no campo de concentração de Sachsenhausen, teve o “talento” reconhecido a ponto de ser nomeado líder de um grupo de 142 falsários na Operação Bernhard, que ficaria conhecida como a maior ação de produção de dinheiro sujo já registrada – no caso, dólares e libras esterlinas suficientes para desestabilizar a economia dos inimigos.

Os Falsários (2007), produção austro-alemã dirigida por Stephan Ruzovitzky e disponível em DVD no Brasil, termina com a queda de Hitler e a libertação dos colaboracionistas. Mas Sally seguiria sendo monitorado pela polícia internacional, primeiro na Itália e a seguir no Uruguai, onde haviam se instalado familiares de sua mulher. Também boicotado pela elite de Montevidéu, que o sustentava comprando seus retratos de pintura impecável, ele se refugiou na Capital durante 20 anos a partir de meados da década de 1950. É esse o período focado pelos dois novos projetos.

– Vamos mostrar o pequeno apartamento onde ele se instalou na Avenida João Pessoa – conta o diretor e roteirista Vicente Moreno, que usou reportagens de ZH na pesquisa para conceber O Falsário de Hitler.

O filme é um documentário de 12 a 15 minutos que integra a série Guerra e Paz, da RBS TV, sobre histórias que relacionam o Rio Grande do Sul à II Guerra. Terá depoimentos de quem conviveu com Smolianoff, como sua assistente Magaly da Costa e a artista Anico Herscovitz, com quem ficaram algumas pinturas de Sally, além de cenas de reconstituição de época – nas quais ele será vivido por Rodrigo Pecci.

Com vergonha do passado, o “falsário de Hitler” teve uma passagem bastante discreta por Porto Alegre. Só agora que sua história está tornando, de fato, conhecida por aqui. O outro filme em produção ainda não tem título, formato nem diretor definido. Trata-se de um projeto que a Casa de Cinema ainda está preparando, e que pode ser documentário ou ficção, vendido para a tevê ou lançado nos cinemas – decisões que também ainda não foram anunciadas.

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