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20/05/2010 - O Tempo Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Golpe milionário leva casal à prisão

Esquema. Funcionários da Sada são acusados de desviar soma alta da empresa; parte teria sido “lavada” no BB. Polícia também estuda o indiciamento de outras dez pessoas

A Polícia Civil prendeu em Betim, em operação realizada na tarde de segunda-feira, o casal Éder Feliciano Marques Oliveira e Simone de Resende Homem de Oliveira, acusado de ter aplicado golpe milionário na empresa Sada Transportes, onde trabalhava até janeiro deste ano. Ele foi levado para uma cela comum no Ceresp de São Joaquim de Bicas e ela, para a Delegacia do 4º Distrito. Os dois deverão ficar à disposição da Justiça em razão de mandado de prisão preventiva e de busca e apreensão de bens e documentos.

Os dois acusados, moradores conhecidos do bairro Nossa Senhora das Graças, foram surpreendidos pela chegada dos policiais. Junto com eles foram encontrados e recolhidos nove veículos novos e seminovos de valor estimado em R$ 750 mil, como uma Toyota Hilux, pick-up cabine dupla GM e Volks Fox.

"O inquérito policial foi aberto para apurar os desvios em prejuízo da empresa Sada, que vinha ocorrendo há mais de três anos. Como havia risco de os suspeitos deixarem Betim em função das investigações, optamos pelo pedido de mandados de busca e apreensão e de prisão preventiva dos dois", explicou o delegado Marcelo Cali, que chefiou a operação.

Segundo ele, poderia haver risco de destruição de provas. "O mandado de busca e apreensão foi uma medida cautelar com objetivo de colher provas com o intuito de achar valores e bens na residência que fossem incompatíveis com a renda do casal e, desta forma, mostrar para a Justiça que o desvio ocorreu", explicou o delegado.

Após concluir as diligências em Betim, a polícia informou que cumprirá mandados de busca e apreensão em três fazendas que teriam sido adquiridas pelo casal em cidades no Sul de Minas.

A reportagem apurou que as investigações abrangem gerentes de bancos, empresários e profissionais liberais de Betim, de São Roque de Minas, Vargem Bonita e Piumhi, suspeitos de terem ajudado a "lavar" o dinheiro que saiu da empresa em cheques que, posteriormente, foram endossados com assinaturas falsificadas.

As investigações iniciais indicam que cerca de R$ 2 milhões podem ter sido "lavados" em agência do Banco do Brasil de Betim, na conta-salário dos investigados com a suposta ajuda de funcionários do banco, que deverão ser ouvidos nos próximos dias. Segundo o advogado da empresa, Eduardo Lopes, a aceitação dos depósitos de quantias exorbitantes nas contas dos funcionários, com cheque do próprio BB, "vergonhosamente endossado", indica algo anormal e contrário aos corretos procedimentos bancários.

Há suspeita ainda de que o dinheiro tenha sido "lavado" de outras formas. Um conhecido comerciante de Betim, dono de restaurante, teria emprestado dinheiro ao casal com juros de 15% ao mês para, em seguida, receber os cheques fraudados da empresa. Haveria fazendeiros e dono de posto de gasolina que venderam suas propriedades por valores acima do mercado, atuando supostamente como "lavanderias" de cheques roubados.

A reportagem apurou que num só mês de 2008, na conta-salário de um dos acusados, que ganhava R$ 2.000 mensais, foram depositados R$ 250 mil desviados com endossos falsificados e aceitos pelo Banco do Brasil.

Além da prisão de Éder e Simone, a Justiça decretou a prisão preventiva de outros dois suspeitos de participarem do golpe. A polícia também estuda o indiciamento por "formação de quadrilha" e lavagem de dinheiro de mais de dez pessoas: três funcionários da Sada e sete possíveis cúmplices.

Material apreendido com o casal indica superdesfalque

O delegado Rafael Souza, que também participou da operação de busca, informou que na casa do casal foram encontrados alguns títulos de crédito que somam R$ 420 mil, uma coleção de relógios suíços de marca Rolex, cujo valor passaria de R$ 800 mil, contrato de compra e venda de uma fazenda, e um caderno descrevendo gastos com fazenda, ainda não localizada.
"Só o que foi apreendido na residência do casal aponta para um desfalque milionário, comprovando o que o inquérito já apurava", disse o delegado. Segundo ele, a busca foi produtiva "para enriquecer as provas do inquérito e a prisão dos dois demonstra que a polícia está fazendo seu trabalho".

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