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02/05/2007 - G1 Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Gasolina adulterada em SP estraga motor até de carros novos


Por causa da venda de gasolina adulterada, motoristas da capital paulista precisam gastar dinheiro na reforma do motor menos de um ano depois de comprar um veículo zero quilômetro.

É o caso do engenheiro civil Ivan Norberto Borghi Ele gastou R$ 58 mil no carro de seus sonhos - com bancos de couro e câmbio automático. O dinheiro veio do fundo de garantia, sacado após a aposentadoria.

Com 10 meses de uso e pouco menos de 10 mil quilômetros rodados veio o susto Na primeira revisão o engenheiro descobriu que o motor já estava comprometido. “A concessionária do fabricante desse meu veículo informou que o problema no meu motor, a quebra dos anéis, foi causado por carbonização do motor", diz o cliente.

"E essa carbonização, segundo eles, não deram por escrito, falaram que era devido a combustível adulterado. R$ 6,5 mil a mais eu tive que gastar estando dentro da garantia o meu veículo”, conta Borghi.

Ivan já procurou o Procon e a agência nacional de petróleo. O engenheiro guardou também os comprovantes de pagamento que mostram quando e onde ele abastecia.

Gerente de serviços da montadora, Alexandre Cury diz que a empresa não se responsabiliza por problemas causados por agentes externos. O motor foi corroído por solventes e óleos pesados misturados à gasolina.

“No caso desse veículo específico, essa gasolina tinha outros elementos, que não se queimam perfeitamente, e se depositam dentro do motor. É uma queima incompleta de uma substância que deveria ser apenas gasolina, mas tem alguma substância a mais, como solventes e óleos pesados”, alega Ivan.

Bombas desligadas

Quem parou para abastecer no auto posto Robert Kennedy na manhã desta quarta-feira (2) encontrou bombas desligadas e um posto deserto. Os funcionários do Lavacar disseram não entender o que estava acontecendo.

O posto fica na Avenida Robert Kennedy, 2.777. Na terça-feira (1), o Jornal Nacional mostrou que a gasolina vendida no local tinha 68% de álcool, quase três vezes mais que o permitido. O resto do combustível tinha solvente.

O posto com bandeira deve vender apenas combustível da marca que exibe na fachada. Nesse caso, deveria ser BR. Mas as tampas dos tanques, no chão, mostram outro símbolo, o da Shell. A gasolina e o álcool não são de uma marca, nem de outra. Na bomba, há ainda outro nome. Fraudes como essas são cada vez mais comuns.

Em outro posto em Mogi das Cruzes, a gasolina vendida também é misturada a solvente e tem 60% de álcool. O posto usa a marca da BR, mas não compra gasolina da distribuidora há dois anos. O Autoposto Iracar, que fica na Rua João 23, 1.029, também exibe a bandeira BR, mas o gerente assume que o combustível vendido aqui é de outras distribuidoras.

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