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01/05/2007 - O Estado de São Paulo Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Fraude de vestibular pode ter atingido duas faculdades de SP

Por: Clarissa Thomé


RIO - Pelo menos duas instituições de São Paulo, a Universidade de Mogi das Cruzes e a Universidade de Ribeirão Preto (Unaerp), podem ter sofrido fraude no vestibular, praticada pela quadrilha desbaratada pela Polícia Federal na Operação Vaga Certa. O bando, que atuava a partir do Rio e de Fortaleza, vendia vagas nas universidades públicas e privadas de pelo menos seis Estados. Não há indícios, ainda, da participação de funcionários das instituições no golpe.

Dois alunos da Universidade de São Paulo (USP) são suspeitos de integrar a quadrilha. Os nomes da UMC e Unaerp apareceram na contabilidade apreendida pela Polícia Federal em Fortaleza, na casa da família de Olavo Vieira Macedo, suspeito de comandar a fraude, que está foragido. A mãe dele, Maria de Fátima Vieira de Macedo, está presa.

No documento divulgado pela PF, uma folha de caderno, havia a relação de instituições, nomes dos candidatos e a quantia paga por eles. A Unaerp aparece em três inscrições, ligadas aos nomes de Marisa, Natália e Carlos Alberto (Sérgio). Juntos, eles pagaram R$ 80 mil. O documento também trazia a seguinte inscrição: Mogi - Isabel - R$ 25 mil. Essa quantia foi depositada à vista na conta de Olavo Macedo.

A contabilidade tem ainda os valores pagos e nomes de 12 alunos, que deveriam prestar o vestibular para a Universidade Gama Filho, no Rio, e o Unificado Cesgranrio (que reúne 10 instituições fluminenses). Há ainda a inscrição Curitiba - Janaína - R$ 27 mil. Somente em uma folha, onde estão listados 17 candidatos, consta que a quadrilha recebeu R$ 405 mil.

Ao contrário do que chegou a ser divulgado na segunda-feira, 30, não há indícios de fraudes no vestibular da Universidade de São Paulo (USP). Mas pelo menos dois alunos da instituição atuavam como "pilotos" para a quadrilha que vendia a aprovação no vestibular. Eles já foram identificados. Os "pilotos", no jargão do bando, são os estudantes com excelente histórico escolar, recrutados por cerca de R$ 6 mil para fazer as provas de admissão no lugar dos candidatos. O chefe da Delegacia Fazendária, Lourenzo Pompílio da Hora, que coordenou a operação Vaga Certa, vai pedir a prisão dos suspeitos.

"O ´piloto´ é aquele que concretiza o estelionato. Sem ele, a quadrilha não tem como oferecer o ingresso na universidade. Os chamados ´pilotos´ vão responder por uso de documento falso, estelionato e formação de quadrilha", afirmou o delegado. Dos sete presos na segunda-feira, dia em que foi deflagrada a operação, quatro são acusados de terem feito a prova no lugar dos candidatos. Dois são intermediários, que atuavam no Rio. Maria de Fátima Macedo, mãe de Olavo, é acusada de fazer a contabilidade da quadrilha.

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