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19/05/2010 - Jornal A Voz da Cidade Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Autoridades policiais de olho no golpe da recompensa


SUL FLUMINENSE. Esperteza aplicada por golpistas com o bônus da recompensa forjada faz nova vítima na região. Desta vez a lesada foi a corretora de imóveis Mariângela Magalhães Vieira, 66 anos. Segundo o registro policial da 93ª DP, de Volta Redonda, a vítima estava na Vila Santa Cecília quando foi abordada por um homem que alegou que era analfabeto e se identificou como José Pedro. Em seguida, conforme narra o fato, o homem teria lhe mostrado um bilhete de loteria, na companhia de outra mulher, que se apresentou como psicóloga, e informou que havia ganhado um prêmio.
Segundo Mariângela, o falso ganhador pediu que as duas mulheres fossem com ele receber o prêmio, porque não tinha documentos e disse que iria recompensá-las, entretanto, exigiu de cada uma delas uma garantia. A suposta psicóloga entrou numa agência bancária e retornou com um envelope contendo R$ 60 mil. Após conferirem o dinheiro, a mulher voltou ao banco, alegando que depositaria novamente o dinheiro que acabara de sacar.
Mariângela, com a promessa de receber a recompensa de R$ 150 mil, fez o mesmo. Entrou numa outra agência bancária e retirou R$ 50 mil. Ao voltar, o golpista também conferiu o dinheiro, mas trocou os envelopes sem que a corretora percebesse. Ao retornar ao banco a mulher foi informada que no envelope havia apenas folhas de papel picado.
Desde janeiro, o já famoso golpe vem acontecendo de forma frequente em toda a região. Cada vez mais criativos, os golpistas andam agindo de várias formas e em vários lugares e, normalmente, atacam em dupla.

AÇÃO EM DUPLA

O delegado titular da 89ª Delegacia Legal, de Resende, Marcus Henrique de Oliveira Alves, revela que na cidade os casos de golpe da recompensa são frequentes. “Acontece pelo menos um caso por semana. Geralmente, atuam em duplas, de preferência tendo uma mulher ou idoso participante, para que a vítima não suspeite do golpe. Como o golpe é típico de região bancária, a maioria das ocorrências acontece no bairro Campos Elíseos, com os seguintes atrativos: bilhete premiado, recompensa em dinheiro, sapatos, entre outros. Ainda não identificamos os possíveis golpistas, porque eles agem por um determinado tempo na localidade e, logo depois, acabam se deslocando. Estamos investigando”, acrescenta.
O delegado Marcus Henrique Alves faz um alerta à população. “Percebemos que são vários grupos, pelas características retratadas pelas vítimas. Costumam atacar mulheres e idosos, que acreditam nas benevolências e facilidades. Recomendo que os idosos estejam acompanhados de jovens em serviços bancários. As pessoas devem estar atentas em não acreditar na bondade seguida do pretexto de recompensa. Geralmente, eles observam os clientes que sacaram quantias consideráveis direto do caixa. Eu oriento que as pessoas saquem e sigam para o destino imediatamente”, destaca o delegado da 89ª DP.

VALE SAPATO

No dia 5 deste mês, policiais do 37º Batalhão da Polícia Militar estavam em patrulhamento na Rua Gulhot Rodrigues, no bairro Campos Elíseos, por volta do meio-dia, quando foram abordados por Júlio César Silva de Souza, 19 anos, que fora vítima do golpe da recompensa. De acordo com o registro de ocorrência, um casal, um homem de aproximadamente 60 anos e uma mulher morena que aparentava 30, se aproximou da vítima no banco Bradesco e perguntou se o cartão no chão pertencia a ela. Diante da resposta negativa, o casal disse que daria uma recompensa a Júlio César: um vale sapato.
A dupla pediu que a vítima a acompanhasse até uma loja. O casal ficou com a carteira do jovem. Posteriormente, o casal desapareceu, levando a carteira de cor preta da vítima, contendo seus documentos pessoais, vale alimentação, cartão do banco Bradesco, cartão Unimed e R$ 2,2 mil em dinheiro. A guarnição efetuou juntamente com a vítima buscas nas imediações, porém não encontrou os suspeitos. O caso foi registrado na 89ª DP como estelionato e fraude.

SEM REGISTRO

O delegado titular da 100ª Delegacia Policial, situada em Porto Real, mas que também atende Quatis, Jorge Campos, diz que nas duas cidades não existe registro de casos desse tipo.
Mesmo sem ter registro de assaltos, o delegado diz que é importante que as pessoas redobrem a atenção toda vez que sacar algum dinheiro. “A pessoa não deve, de maneira alguma, sair do banco contando dinheiro, e, se perceber alguém em atitude suspeita ou seguindo-a, deve, imediatamente, avisar à polícia”, alerta Jorge Campos.

PRECAUÇÕES

O A VOZ DA CIDADE ouviu algumas pessoas que saíam de agências bancárias no Centro de Porto Real. “Quando vou ao banco fazer retirada, procuro mexer com o dinheiro dentro do local, para não sair contando”, conta a auxiliar administrativa Cristiane.
O motoboy Israel diz que quando está realizando serviço de banco procura ser o mais rápido possível. “Fico meio cabreiro, atento e tento ser o mais rápido possível no meu serviço”, diz, contando que uma amiga já foi assaltada na saída de um banco, em outra cidade: “Ela tinha retirado quase R$ 2 mil e, ao sair do banco, foi roubada”.
A dona de casa Maria informou que vai pouco ao banco, mas que quando tem de ir para fazer certos tipos de movimentação procura fazer o serviço no horário mais movimentado. “Observo bem as pessoas que estão a meu lado, não converso com ninguém e guardo o dinheiro antes de sair”, revela.
Em Volta Redonda, a aposentada Elizete Vieira da Luz, 77 anos, diz que sempre encontra pessoas com atitudes suspeitas nos bancos. “Todo mundo sabe que o idoso tem certas dificuldades com o caixa eletrônico. Sempre que eu ia sozinha vinha alguém e perguntava se eu queria ajuda. Como a gente nunca sabe quem está de boa vontade ou é de fato funcionário do banco, eu sempre recusei. Hoje, sempre que vou receber a minha aposentadoria peço que uma das minhas filhas me acompanhe”, diz a moradora do bairro Voldac.

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