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11/05/2010 - IDG Now! Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Pirataria de software cai no Brasil pelo quarto ano consecutivo

Variação de 2008 para 2009 foi de dois pontos percentuais, embora perdas em reais tenham aumentado.

Relatório divulgado hoje pela Business Software Alliance (BSA), em Singapura, revela que as perdas mundiais com pirataria de software superaram a casa dos 51,4 bilhões de dólares, apesar da luta da associação e outras entidades para proteção dos direitos de propriedade intelectual. A cada US$ 100 de software legítimo vendido em 2009, outros US$ 75 foram pirateados.

O relatório atribui ao crescimento do mercado de computadores em países como Brasil, Índia e China, ao aumento da 2% na taxa mundial de pirataria de software, em comparação ao ano de 2008. Em 2009,a pirataria de software para PCs caiu em 54 países e aumentou em apenas 19. Mas a taxa mundial subiu de 41% para 43% em um ano, mais uma vez puxada pelo crescimento do market share em países com altos índices de pirataria, como no bloco BRIC e outros mercados emergentes.

O Brasil figura entre os países onde a taxa caiu mas os prejuízos com a pirataria aumentaram. O prejuízo, em Real, mais que dobrou em 2009, colocando o país na quinta posição entre os países com maiores perdas monetárias: US$ 2,254 bilhões, devido principalmente à grande expansão do setor de TI e da base de usuários no País, e à valorização do real perante o dólar. Na frente do Brasil estão Estados Unidos (US$ 8,4 bilhões), China (US$7,6 bilhões), Rússia (US$ 2,6 bilhões) e França (US$ 2,5 bilhões).

Ainda assim, a pesquisa indica uma redução, no último ano, de dois pontos percentuais no índice brasileiro, chegando a uma taxa de 56% de pirataria de software. Acima da média mundial, é verdade, mas em queda. No acumulado dos últimos quatro anos, entre 2005 e 2009, o Brasil conquistou uma significativa redução de oito pontos percentuais. Razão pela qual Frank Caramuru, diretor da BSA no Brasil, considere que os esforços da indústria de software e de autoridades brasileiras para reduzir a pirataria venham conquistando resultados significativos.

"A taxa ainda é alta, mas é a menor entre os países do BRIC e a segunda menor da América Latina, posicionando o Brasil como um líder global credenciado para influenciar avanços em outros países", afirmou Caramuru.

Na América Latina o Brasil perde apenas para a Colômbia, onde a taxa de pirataria é de 55%. A maior queda na região foi registrada no Chile, de 67% para 64%. Entre os 18 países latino-americanos considerados pelo estudo, apenas tiveram crescimento em seus índices de pirataria México, Equador e Venezuela, a qual também possui o índice mais elevado da região (87%), seguida pelo Paraguai (82%), Bolívia, Guatemala e El Salvador (cada um com 80% de pirataria de software).

As economias com as taxas mais baixas de pirataria permanecem os Estados Unidos, com 20%, e Japão e Luxemburgo, ambos com 21%. Já as taxas mais altas são de Geórgia, Bangladesh, Zimbábue e Moldova, todos com índice de pirataria acima dos 90%.

Segundo a BSA, o resultado do relatório ressalta a crescente sofisticação dos piratas e à urgente necessidade de mais esforços anti-pirataria.

"Os setores público e privado precisam unir forças para combater mais eficazmente a epidemia que reprima a inovação e prejudicam as economias em escala global ", disse o presidente e CEO da BSA, Robert Holleyman.

A BSA aponta os programas de legalização realizados por fabricantes; as campanhas educativas e repressivas de governos e da indústria; as transformações tecnológicas como a crescente aplicação de gerenciamento de direitos digitais, DRM (Digital Rights Management), e de gerenciamento de ativos de software, SAM (Software Asset Management) como fatores que contribuem para a redução da pirataria.

Já o grande crescimento do mercado de PCs domésticos; a maior atividade de computadores mais antigos, nos quais softwares não-licenciados são mais prevalentes; e a crescente sofisticação de piratas de software e criminosos cibernéticos, estão entre os fatores que aumentam a pirataria.

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