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14/05/2010 - Diário do Pará Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Preso bando por fraudes com cartões clonados


A Operação “Tornado” coordenada pela Divisão de Repressão ao Crime Organizado (DRCO) já resultou nas prisões de onze acusados de integrar uma quadrilha responsável por clobar cartões bancários e desviar valores de instituições bancárias nos Estados do Pará, Pernambuco, Ceará, Amazonas e Amapá. Dois deles são presidiários do Centro de Recuperação de Americano (CRA I), em Santa Izabel do Pará. Os detalhes da operação foram apresentados, nesta sexta-feira, 14, na Delegacia-Geral da Polícia Civil, pelos delegados João Bosco Rodrigues, diretor da DRCO, e Beatriz Machado, titular da Delegacia de Repressão a Crimes Tecnológicos, vinculada à Divisão.

As investigações foram iniciadas há três meses a partir de denúncias feitas por instituições bancárias de que um bando praticava fraudes por meio de cartões eletrônicos clonados. “Eles usavam uma chapa de ferro, conhecida por chupa-cabra, para clonar cartões, para depois copiar os dados em outro cartão e, assim, sacar valores de contas de clientes”, explicou o delegado João Bosco. Em apenas uma das instituições, a fraude chega a R$ 1 milhão. O líder do esquema é o comerciante Rui Sérgio Pantoja Brau, 40 anos. Ele, ao longo dos últimos dez anos, adquiriu um patrimônio valioso, com cerca de trinta imóveis, inclusive carros de luxo, com base nos crimes. Ele já esteve preso anteriormente na região Nordeste do Brasil. A partir do trabalho de inteligência policial, a Polícia Civil mapeou, identificou e prendeu os acusados. Sérgio Brau cooptou presidiários do CRA I, dentre eles João Marcelo de Souza Corrêa, 31, conhecido por “Marcelo Bonde”, e Marcelo Matos, 40, que respondem processos por assaltos.

Eles faziam com que outros detentos fossem inseridos no esquema criminoso. As investigações mostram que o bando dava suporte para outros tipos de crime, como tráfico de drogas, roubos de veículos e até homicídios. “A ligação dos presos com a quadrilha é que eles atuam como intermediadores dos crimes de dentro da cadeia. Brau ligava para eles que contratavam pistoleiros para matar quem ele indicava. Em troca, Brau ajudava as família dos bandidos”, explica. Ao longo das investigações, a Polícia Civil coletou provas contra os integrantes do bando. “Há membros da quadrilha presos em Recife, no interior do Estado, e que estavam presos em Manaus”, ressalta. No momento das prisões, os policiais apreenderam com os presos materiais usados nos crimes, como cartões clonados e equipamentos de informática, e cocaína.

Além de investigar a ação do bando, a DRCO, em conjunto com a Corregedoria, investiga envolvimento de gente da Polícia no suporte à ação de Sérgio Brau. As investigações vão contar com a parceria da Divisão de Homicídios para apurar mortes ocorridas na Grande Belém que podem ter envolvimento de membros do bando. Segundo a delegada Beatriz Machado, grande parte das pessoas lesadas pelo bando, nos últimos dez anos, já foi ressarcida pelos bancos. “A gente pode dizer hoje que eles são fraudadores de alguns dos grandes bancos do Brasil em termos de Norte e Nordeste. Assim, o prejuízo ficou para os bancos”, explica. A delegada salienta que é muito importante ficar atento para as possíveis fraudes nos caixas eletrônicos. Há casos em que os bandidos agiam fazendo uma simples troca de cartões.

“Um dos membros da quadrilha fica na fila do caixa eletrônico, e se oferece para ajudar aquele pessoa que está com dificuldade de usar o cartão. Quando ele se oferece para ajudar, o golpista entra em uma opção no caixa eletrônico que a pessoa chega a digitar a senha, mas dá erro, por que ele (o criminoso) está ensinado de forma errada. Nisso, o criminoso já observou a senha do cartão da vítima. Depois, outro membro da quadrilha se oferece para ajudar, de forma correta, ao usuário. E, assim, o esquema termina na troca do cartão da vítima por outro cartão semelhante ao da pessoa. Em seguida, os criminosos vão para outra agência bancária próxima e fazem tudo o que a conta permite”, ressalta. A policial civil alerta às pessoas que usam caixas eletrônicos que só aceitem ajuda de pessoas credenciadas pelo banco, com a identificação. Se houve alguém em atitude suspeita, comunique ao gerente do banco. Ainda há outras pessoas investigadas. Os presos vão responder por formação de quadrilha, furto qualificado, estelionato, porte ilegal de arma e de munição, tráfico de drogas, homicídio, entre outros delitos.

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