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06/05/2010 - Portal Terra Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

PB: secretária é acusada de manipular pesquisa para o governo


A secretária do Estado de Comunicação da Paraíba, Lena Guimarães, está sendo acusada de negociar a manipulação de números de uma pesquisa eleitoral, supostamente para favorecer o pré-candidato à reeleição, o governador José Maranhão (PMDB), e ainda de pagar a consulta com o dinheiro público. As denúncias têm como base uma conversa entre a secretária e dois supostos representantes de instituto de pesquisa, que foi gravada e acabou vazando.

Políticos de oposição já entraram com representação junto ao Ministério Público Eleitoral pedindo apuração do caso. A Assembleia Legislativa da Paraíba também convocou Lena para dar explicações sobre o fato, mas ela ainda não deu resposta à convocação.

Nos diálogos, Lena assume que as despesas são pagas pelo governo do Estado: "É, mas o gabinete pagou, mesmo a pesquisa vazando", traz o áudio. Ela afirma o seguinte: "Todo o mundo paga né? Mas eu pago mais pra vocês contratarem o melhor que tiver".

Em outro trecho da conversa, um dos homens supostamente ligado ao instituto de pesquisa diz: "Agora pra senhora ver o nosso ímpeto, compromisso de atender ao pedido do governador, mesmo a pesquisa não sendo a que foi apresentada".

A gravação, com cerca de seis minutos, também mostra que os dois homens tentam explicar à secretária que a pesquisa vazou com números errados. "A confusão todinha é que ele apresentou dando quase um empate técnico entre Ricardo (Ricardo Coutinho, pré-candidato a governador pelo PSB) e Maranhão. Mas tudo bem, eu não quero usar esse pretexto porque sou amigo de Paulo", diz um dos homens.

"Armação"

Logo após a divulgação da gravação, foi comprovado que o governo do Estado destinou R$ 216 mil para pagar uma pesquisa de opinião pública. O valor é referente a dois empenhos emitidos em março de 2010, dias depois da publicação de uma pesquisa eleitoral da Consult no Sistema Correio (20 de fevereiro) e dias antes da publicação da pesquisa Vox Populi (20 de março) no mesmo jornal.

Os empenhos, no entanto, não revelam o instituto que realizou a pesquisa e são em nome da Signo Comunicação Ltda, agência de publicidade do governo. As notas não comprovam que se tratam de pesquisas eleitorais. Mas, sem a confirmação da natureza da consulta e após o vazamento do áudio da secretária, representantes da oposição fizeram denúncias e pediram a investigação do fato. Vale lembrar que na gravação eles citam o dono da agência Signo, Anderson Pires.

O próprio governador José Maranhão saiu em defesa da sua auxiliar. Mesmo não questionando a veracidade da gravação afirmou que Lena foi vítima de uma grande armação. "Isso é mais uma armação e a secretária está processando criminalmente todos aqueles que se envolveram nesse processo", comentou. A reportagem entrou em contato com a secretária, mas não obteve resposta.

As denúncias sobre a suposta negociação da pesquisa motivaram o Partido Socialista Brasileiro (PSB) a ingressar com uma representação junto ao Ministério Público Eleitoral (MPE) para que sejam apuradas as possíveis práticas de irregularidades e fraudes eleitorais cometidas pelo governador José Maranhão.

O assessor jurídico do PSB, Ricardo Sérvulo, disse que há "claros indícios de fraude eleitoral e também de improbidade administrativa, já que os institutos responsáveis pelas referidas consultas foram pagos com dinheiro público". O advogado ainda afirma que é dever do Ministério Público fiscalizar os atos para que haja paridade no pleito de outubro próximo.

Os socialistas também solicitam que sejam remetidas cópias da representação ao Ministério Público Estadual para que o órgão constate se houve a prática de crime contra o patrimônio público. "Os Ministérios Públicos Eleitoral e Estadual deverão exercer suas funções de fiscalização e investigação das ações eleitorais e públicas", frisou o advogado.

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