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06/05/2010 - Folha de São Paulo Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Polícia investiga acusações de fraude nas eleições do Reino Unido


A polícia britânica está investigando suspeitas de fraude em votos pelo correio e nos registros de endereços de eleitores na região de Manchester e em 12 diferentes bairros de Londres, informa o jornal "Telegraph".

De acordo com reportagem publicada nesta quinta-feira, autoridades confirmaram denúncias de quebra da lei eleitoral britânica nas localidades de Rochdale, North Manchester, Oldham e e Bolton, todas pertencentes à região metropolitana de Manchester.

Na região de West Yorkshire houve três supostas fraudes de voto por correio, mas ainda não houve prisões, informou uma porta-voz da polícia local.

Em Londres, maior colégio eleitoral do país, a polícia metropolitana recebeu diversas denúncias de irregularidades no registro de endereço dos eleitores, diz o "Guardian".

No momento a capital registra 23 ocorrências, nos bairros de Tower Hamlets, Lambeth, Barking e Dagenham, Westminster, Enfield, Hounslow, Haringey, Bexleyheath, Camden, Redbridge, Hillingdon e Bromley.

Entre as denúncias a polícia confirma que cinco já estão sendo investigadas - quatro no bairro de Tower Hamlets.

"Todas as acusações de irregularidades recebidas serão apuradas, e se apropriado, serão intensamente investigadas em parceria com as agências responsáveis", informou a Scotland Yard, agência de inteligência do Reino Unido.

De acordo com a BBC o Conselho de Tower Hamlets tinha recebido 3.123 registros de eleitores nos últimos dias antes do prazo final de 20 de abril, e não houve tempo de checar todos, individualmente.

A Comissão Eleitoral britânica disse à BBC que as denúncias comprovam que uma série de sistemas de controle introduzidos em 2006 estavam provando sua eficiência.

"As denúncias recebidas mostram nossos controles em ação, com os oficiais das zonas de registro e a polícia com o objetivo de capturar potenciais fraudadores", disse Peter Wardle, chefe da Comissão Eleitoral à BBC.

Wardle também disse que o número de supostas fraudes deveria ser relativizaedo com o n""umero total de votos, que em 2005, por exemplo, foram de 27 milhões.

O dia

As eleições britânicas desta quinta-feira prometem registrar uma das maiores taxas de comparecimento dos últimos 13 anos. Cerca de 45 milhões de eleitores têm entre as 7h (3h no horário de Brasília) e 22h (18h em Brasília) para escolherem o próximo governo do Reino Unido.

De acordo com o jornal "The Guardian", informações recebidas de todo o país mostram que desde cedo há longas filas de votações. "As pessoas não param de chegar desde que abrimos", disseram os chefes das zonas eleitorais de Chingford e Woodford Green, afirmando se tratar das eleições mais movimentadas dos últimos anos.

Além do voto dos três principais candidatos, Gordon Brown, David Cameron e Nick Clegg, o dia foi marcado pela queda do avião que levava o candidato independente Nigel Farage, o que segundo o "Guardian" distraiu a atenção dos eleitores.

Veja vídeo mostrando a queda do avião. O candidato teve ferimentos leves e não corre risco de vida.

Parlamento enforcado

O pior resultado das eleições desta quinta-feira seriam a de um "hung Parliament" [Parlamento enforcado, em tradução literal], ou seja, Parlamento sem maioria absoluta para nenhum dos partidos.

As pesquisas de intenção de voto mais recentes mostram os conservadores de David Cameron com uma liderança apertada. Já o segundo lugar é disputado voto a voto pelos trabalhistas do atual e impopular premiê, Gordon Brown, e o até há pouco desconhecido Nick Clegg, dos liberais democratas.

Se nenhum partido garantir 326 das 650 cadeiras da Câmara dos Comuns -a Câmara baixa do Parlamento britânico- dois ou mais partidos serão forçados a formar uma coalizão.

Situação corriqueira no Brasil e mesmo em vários países europeus, esta forma de governo esbarra na pouca experiência britânica diante do seu sistema polarizado, moldado no bipartidarismo e amparado no voto distrital.

A última vez que isso ocorreu foi em 1974, quando o então líder trabalhista Harold Wilson formou um governo de coalizão por oito meses. Sem sucesso, Wilson convocou novas eleições e garantiu a maioria com margem de três cadeiras.

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