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06/05/2010 - Jornal Cruzeiro do Sul Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Quadrilha movimentava R$ 1 milhão

Por: Luiz Setti


Uma quadrilha de dez pessoas, todos de Sorocaba, foi presa nesta quarta-feira (05) numa ação de policiais do Grupo Antissequestro (GAS) acusada de lesar instituições financeiras de Sorocaba, região e Campinas. Por mais de um ano, os criminosos lesavam cidadãos com empréstimos consignados e estabelecimentos comerciais com o uso frequente de cartões de crédito, de débito e cheques. Os policiais do GAS iniciaram a operação por volta das 18h de terça-feira.

Entre os dez presos, está Claudeci Domingues Simões, de 40 anos, conhecido como “Simão”, que seria o mentor do esquema criminal. Ele foi detido em um hipermercado da Zona Norte, onde se prepararia para dar outro golpe. Os demais presos foram pegos nas próprias casas ou em bares dos bairros. Seus nomes não foram revelados pela polícia. Trinta policiais civis compuseram uma força-tarefa para cumprir os mandados de busca e prisão.

Com eles, os investigadores apreenderam vários documentos de identidade, fotos, cartões, máquinas chamadas de “chupa-cabras” para coleta de dados de contas correntes em caixas eletrônicos, entre outros materiais empregados pela quadrilha para as falsificações.

De acordo com o delegado-assistente do GAS, Rodrigo Ayres da Silva, as investigações foram iniciadas há seis meses com o apoio da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) que, ao longo dos 12 meses, identificou empréstimos consignados suspeitos. Os estelionatários usavam nomes de pessoas vivas, geralmente aposentados, de mortos, mantinham um esquema de recrutamento de pessoas para ganhar dinheiro fácil praticando golpes e inventavam nomes, os famosos “fantasmas”.

Rodrigo Ayres informou que uma gráfica está sendo investigada: “Já apreendemos os computadores e vamos verificar o trabalho dessa gráfica”. Funcionários e ex-funcionários das instituições lesadas também são investigados como facilitadores do esquema, que movimentava, por semana, cerca de R$ 4 mil. “Não dá para estimarmos ainda qual o prejuízo sofrido na praça.”

Compra de automóveis

Dois automóveis nacionais, um importado e uma motocicleta foram apreendidos pela polícia, pois são produtos de investigação de possíveis estelionatos. Segundo a polícia, os golpistas comprariam veículos financiados, pagavam as duas primeiras parcelas e depois davam um sumiço no carro. Segundo o delegado, o esquema era tão bem organizado que eles usavam um RG e uma foto para vários nomes. “Apreendemos milhares de fotos 3 por 4 diferentes umas das outras, inclusive, as mesmas pessoas estavam diferentes em outras fotos”, diz o delegado. Mudança da cor ou corte do cabelo, uso de barba ou bigode, cabelo liso ou encaracolado, enfim, tudo aquilo que pudesse ser alterado era feito pela quadrilha, a fim de enganar o comércio, inclusive instituições bancárias como a Caixa Econômica Federal (CEF), Banco Real e Bradesco.

Conforme o delegado, há pessoas que foram surpreendidas em suas contas bancárias com o débito indevido de empréstimos consignados que sequer haviam solicitado. Conta o delegado que uma senhora aposentada foi ao banco para saber quem havia feito o empréstimo em seu nome e, para a surpresa da mulher, a agência informara de que o filho era o responsável pelo financiamento. “Então, a mulher disse que o filho havia morrido há anos, de modo que não poderia ser ele.”

A partir de histórias como esta e, também, com a prisão de um estelionatário, que não tem nada a ver com esse esquema descoberto ontem, a polícia identificou a quadrilha.

Segundo o delegado, pelo menos 70% do esquema foi solucionado. Mesmo com toda a quantia movimentada mensalmente, os golpistas não ostentavam riqueza. Eles foram indiciados por estelionato, formação de quadrilha, fabricação e uso de documentos falsos, com o agravante do crime organizado. Se condenados, poderão pegar pena de seis a 20 anos. Em razão da superlotação do Centro de Detenção Provisória (CDP), em Aparecidinha, os indiciados foram levados para as cadeias de São Roque e Pilar do Sul.

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