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06/05/2010 - O Globo Online Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Estelionatário é preso e acusado de aplicar o 'golpe do amor' na Bahia

Por: Cleide Carvalho


SÃO PAULO, SALVADOR - Um homem foi preso nesta quinta-feira acusado de aplicar vários golpes na Bahia. O nome dele é Dalton Campbel Gomes, 47 anos. Segundo a policia, ele se envolvia com homens e mulheres e depois aplicava golpes. Uma das vítimas foi um médico mineiro, de quem Dalton teria conseguido roubar mais de R$ 500 mil. Depois, se envolveu com uma fazendeira e dela levou mais de R$ 40 mil.

Dalton e o médico, de 34 anos, que atua em Minas Gerais e na Bahia, viveram juntos por cerca de 5 anos. Como a vida do médico era muito atarefada, Dalton se ofereceu para gerir a vida financeira dele. De posse de uma procuração, que lhe dava direito de movimentar as contas bancárias e pedir empréstimos, Dalton fez diversas dívidas em nome do companheiro. Quando chegavam as cobranças bancárias, ele interceptava e jogava fora, para que o outro não descobrisse a situação. O esquema começou a ruir quando o médico achou no apartamento de Dalton um anel onde estavam inscritos os nomes "Luiz Henrique e Dalton". Como o nome do médico não é Luiz Henrique, ficou configurada a traição e o médico rompeu o relacionamento e revogou a procuração. Só então descobriu o rombo deixado pelo estelionatário.

Mesmo depois do rompimento, Dalton manteve com ele cheques do médico, que usou para pagar o apart-hotel onde passou a morar, na praia de Ondina, área nobre de Salvador. Um dos cheques voltou e Dalton decidiu assinar outro cheque, em nome do médico, para pagar o proprietário do imóvel. Desconfiado, o dono do apart-hotel procurou a polícia, que localizou o médico e descobriu a fraude.

O delegado Milton Tormes, da 14ª Delegacia da Barra, em Salvador, prendeu Dalton em flagrante na última segunda-feira. Na investigação, descobriu outra vítima do estelionatário: uma empresária viúva, de 56 anos, que tem em curso o inventário do marido, num total de R$ 3 milhões a receber.

Simpático, bem vestido e bem relacionado, Dalton passou a oferecer ajuda à empresária para apressar o andamento do inventário. Apresentou-se a à mulher como empresário bem-sucedido, que estava erguendo um spa indiano na Bahia, era dono de um jatinho e vivia numa cobertura em Belo Horizonte. Disse ainda que era dono de uma fazenda em Minas Gerais e propôs a ela comprar R$ 40 mil em garrotes, que seriam mantidos para engorda e, depois, revendidos a preço mais alto para abate. Os dois dividiriam os lucros.

Foi feito um contrato com a empresária, no qual Dalton usou o CNPJ de uma empresa de Rondonópolis, no Mato Grosso, cujos sócios sequer o conheciam.

- Os estelionatários são assim, simáticos, agradáveis, vendem facilidade. As pessoas olham e dizem: Poxa, que sujeito legal, bacana. Ele não vai morder de vez. Assopra daqui, assopra dali, e vai levando - diz o delegado Tormes.

Para adiantar o processo do inventário, pediu à empresária R$ 800 e disse que estava sem o dinheiro na hora porque estava investindo muito no spa. Combinou ainda com ela uma viagem ao hotel Ariau, no Amazonas: ele pagaria o hotel e ela usaria as milhas acumuladas e arcaria com as despesas das passagens aéreas.

A empresária entregou as milhas, mas a reserva no hotel não foi paga. Para enganá-la, ele se desculpou dizendo que havia feito uma viagem de emergência para cuidar de negócios em Portugal e que remarcariam a viagem para o Amazonas.

- Este é o estelionatário profissional. Não usa violência - explica Tormes.

A polícia da Bahia prendeu Dalton em flagrante e vai indiciá-lo por três crimes de estelionato - contra o médico, contra a empresária e pelo uso do CNPJ da empresa matogrossense. A pena varia de um a cinco anos de prisão.

- Pelo tamanho do prejuízo, a pena pode ser considerada branda. Agora a decisão é da Justiça. Nossa parte nós fizemos - diz o delegado.

Tormes conta que a empresária ficou desolada ao saber que Dalton era um estelionatário e afirmou que gostava muito dele.

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