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05/05/2010 - Correio Braziliense Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

PF prende quadrilha que contratava laranjas para contrair dívidas

Por: Daniel Antunes


Belo Horizonte — A Polícia Federal desarticulou ontem, em Minas Gerais, uma quadrilha que aplicava golpes contra o sistema financeiro nacional. O grupo agia desde 1999 em Belo Horizonte e na Região Metropolitana da capital mineira e era investigado há pelo menos dois anos, depois que um ex-integrante da organização denunciou o crime ao Ministério Público Federal (MPF). A Receita Federal estima prejuízo de R$ 11 milhões aos cofres públicos, mas o valor pode ser bem maior. Cinco pessoas foram presas.

João Carlos Ferreira Martins, empresário que seria o líder da organização, explorava atividades no ramo da informática e dos cosméticos, criando empresas em nome de laranjas e, após o endividamento dessas com fornecedores, bancos, receitas estadual e federal, abandonava os estabelecimentos com débitos em aberto e constituía mais empreendimentos em nome de outros laranjas, com novo Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ). “No início, as empresas abertas eram de informática. Com o passar do tempo, foi incorporado o ramo de cosméticos, já que o articulador do esquema havia sido funcionário de uma grande empresa desse ramo e estudado química. Ele usava como laranjas pessoas com baixa instrução e sem condições de saldar o endividamento contraído pela empresa. Geralmente era oferecido a essas pessoas algum dinheiro e a reforma de suas casas como pagamento”, comentou o delegado Mário Alexandre Veloso Aguiar.

Outros crimes

A quadrilha também é suspeita de lavagem de dinheiro, evasão de divisas, estelionato, falsidade ideológica, extorsão e sonegação fiscal. O grupo ainda praticava estelionato judicial, principalmente contra a Justiça do Trabalho. Durante a operação foram cumpridos 16 mandados de busca e apreensão. Todos os suspeitos que foram presos ontem na Operação Cáften tiveram os bens (imóveis e veículos) bloqueados pela Justiça. Vinte e cinco pessoas apontadas pela PF como laranjas no esquema foram indiciadas e serão ouvidas nos próximos dias.

Agentes da PF percorreram quatro empresas durante a ação. Uma delas, um escritório de contabilidade, pertence a João Carlos Martins. Uma empresa de cosméticos, com o nome fantasia Laquaderm, também é investigada. Embora não tenha sido inaugurado, o estabelecimento estaria produzindo medicamentos sem registro ou autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Nesses dois locais foram apreendidos grande quantidade de documentos e computadores que serão analisados.

De acordo com as investigações da PF, entre 1999 e 2010 foram criadas mais de 70 empresas supostamente de fachada — a maioria já extinta. A principal função dessas empresas de fachada era servir como intermediárias da movimentação financeira da quadrilha, para fazer caixa dois e lavagem de dinheiro.

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