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03/05/2010 - Primeira Edição Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Donos de cartório confessam fraude em documentos


Os três donos de cartórios presos na terça-feira (27) em operação da Polícia Civil, comandada pelos delegados Maurício Henrique e Rodrigo Cavalcante, confessaram ter fraudado documentos para a transferência de veículos na região do Sertão de Alagoas.

Os interrogatórios foram tomados pelo delegado Rodrigo Cavalcante, que investiga o caso. Segundo ele, os três acusados confirmaram que “reconheceram firma sem a observância dos trâmites legais”.

Pedro Barreto Muniz, 42 anos, o irmão dele Roberto Barreto Muniz, 50, e Márcia dos Anjos Barreto Muniz (esposa de Roberto) tiveram prisões temporárias decretadas pelos juízes da 17° Vara Criminal da Capital, por cinco dias, e foram liberados no sábado (01). “No entanto, continuam a responder a inquérito”, disse o delegado.

Sá Pontes, envolvida na fraude, também responde pelos crimes. Ela teve prisão decretada, mas está foragida.

O cartório de São José da Tapera permanece fechado. “Caberá ao Tribunal de Justiça, por meio de sua Corregedoria Geral, tomar as providências necessárias à reativação do cartório”, explicou o delegado.

As investigações, segundo Rodrigo Cavalcante, ainda estão em andamento, e têm a colaboração e participação da diretora da Ciretran da 7ª Regional/Delmiro Gouveia, Zagna Fortes, e do diretor geral do Detran, Antônio Sapucaia. “Esse é um trabalho que visa à moralização na expedição de documentos e outras atividades do Detran”, completou.

O esquema de falsificação de documentos acontecia há algum tempo. A quadrilha comprava os veículos, mas fazia a transferência de propriedade, falsificando a assinatura do proprietário e não pagava o valor combinado.

O cartório de São José da Tapera se encarregava de reconhecer da firma (assinatura) da pessoa que vendia o carro. Assim, o golpe era concretizado e o dono ficava sem o veículo e sem o pagamento pela venda.

“Existem casos de reconhecimento de assinatura de pessoas que moram, na verdade, em Pernambuco, Bahia e Bahia, e que nunca tiveram firma no cartório de Tapera”, afirma o delegado Maurício Henrique, diretor do DPJA-2 (Diretoria de Polícia Judiciária da Área 2), que também participa das investigações.

As investigações iniciaram há de 90 dias, depois que o Departamento Estadual de Trânsito (Detran) detectou que cerca de metade das assinaturas de proprietários de veículos que faziam transferências na Ciretran da cidade de Delmiro Gouveia tinham a firma reconhecida no cartório de São José da Tapera. A denúncia foi feita à Polícia Civil que acabou descobrindo a existência da quadrilha.

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