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02/05/2010 - R7 Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Domingo Espetacular apresenta os perigos do golpe do falso sequestro

Por: Rafael Argemon

Veja aqui algumas dicas de como evitar esse crime que se torna cada vez mais comum.

Nesta semana, mais precisamente no último domingo (25), o vice-presidente da República, José Alencar, foi mais um vítima de um golpe que está ficando cada vez mais comum a muitos brasileiros: o do falso sequestro. Este é um dos assuntos do programa Domingo Espetacular. Como agir em uma situação dessas? O que fazer para se evitar essa armadilha?

De acordo com o tenente Moisés, da polícia militar de São Paulo, a primeira e mais importante dica é manter a calma. Alencar, aliás, contou que essa foi sua principal arma.

- Eu estava sozinho, em casa, e atendi um cidadão dizendo que havia sequestrado minha filha. Ele a colocou no telefone, ela chorou e disse: 'Papai, eu fui assaltada'. E eu tinha absoluta segurança de que era ela, pela voz. Então, eu dialoguei com o camarada até chegar o meu pessoal, a Marisa e as meninas, elas ligaram para a Maria da Graça, minha filha. Ela estava em casa, tudo bem.

Só na cidade de São Paulo são dezenas de casos todos os dias. Porém, diferente com o que aconteceu com o vice-presidente, as vítimas sucumbem às ameaças, pressões e insultos dos criminosos. Uma verdadeira tortura psicológica.

A PM de São Paulo recebe cerca de 30 ligações de vítimas diariamente. Em 80% dos casos os policiais conseguem acalmar as pessoas e resolver o falso sequestro. Como explica o tenente Moisés:

– Não forneça dados para alimentar aquele infrator da lei que está do outro lado da linha. Nossos policiais são treinados e qualificados para resolver essa situação. Nós temos a condição de acalmar a pessoa e buscar dados necessários para saber onde está realmente o ‘sequestrado’. Na grande maioria das vezes nós conseguimos identificar o criminoso.

Porém, como um caso ocorrido em São José do Rio Preto, interior de São Paulo, uma senhora idosa acreditou que seu filho havia seqüestrado. Passou mal, foi internada e morreu vítima de um enfarto.

Segundo a polícia militar, as famílias devem ter o cuidado de estabelecer um canal de comunicação mais aberto entre seus membros. Uma vez que todos estão cientes para onde cada um irá e por quanto tempo ficará fora, qualquer tipo de susto ou surpresa com um telefonema de supostos seqüestradores pode ser evitado.

A agenda de telefones do celular também é uma informação usada pelos infratoresd para entrar em contato com as vítimas. Se a identificação do número vier acompanhada de um nome, principalmente relacionado a um grau de parentesco, a vida do golpista é facilitada.

Confira algumas dicas preciosas

Conheça as histórias – Embora varie nos detalhes, a história dos golpistas é sempre a mesma. Acompanhe as notícias sobre os golpes para se manter informado.

Não receba ligações a cobrar – Se o interlocutor for desconhecido, desligue. Policiais e bombeiros não telefonam para informar sobre acidentes. E muito menos ligam a cobrar.

Não ajude o criminoso dando informações – Não responda perguntas que o infrator faz para “montar” sua história. Como informar que “seu filho” ou “sua filha” sofreu um acidente, dando nenhum ou poucos detalhes sobre a vítima do tal acidente.

Oriente os idosos – Tanto ou mais do que crianças e empregadas, são as pessoas idosas da família as mais vulneráveis à manipulação dos bandidos. Muitas vezes, por se sentirem sozinhas, elas podem prolongar conversas com desconhecidos e acabar por municiar criminosos.

Pare para raciocinar – O pânico diante da possibilidade de um parente estar acidentado ou sequestrado faz com que muitas pessoas deixem de tomar atitudes óbvias, como checar se a informação é verdadeira.

Desconfie de ligações longas – Segundo estatísticas da polícia, 90% dos primeiros contatos telefônicos feitos por seqüestradores reais duram menos de um minuto. Por temerem rastreamento, eles nunca fazem ligações longas.

Dê queixa na polícia – Se você cair no golpe, não deixe de prestar queixa na polícia. De posse de informações como o número de origem da chamada criminosa ou o número da conta em que o "resgate" foi depositado, a polícia pode identificar o infrator e evitar que mais pessoas sejam vítimas dele.

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