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02/05/2010 - Diário de Notícias Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Burla informática camuflada em falsas ofertas de emprego

Por: Joana Capucho

Colocam anúncios falsos ou acedem a currículos em 'sites' legítimos e depois oferecem empregos fictícios só para ter acesso a dados pessoais. Número de casos na PJ aumentou.

Há muito que o phishing se tornou uma realidade em Portugal: uma forma clássica e rápida de fraude informática concebida para furtar informações pessoais valiosas aos cibernautas (números de cartão de crédito, palavras-passe, dados de contas), sempre com fins lucrativos. Um método eficaz e cada vez mais usado no phishing utiliza como isco falsas e aliciantes ofertas de emprego.

Dados da PJ, do ano passado, apontavam para um aumento de 293% do número de casos de phishing em apenas um ano, o que representa um total de mais de 210 mil euros.

As ofertas de emprego assumem diversas variantes. Os burlões informáticos colocam anúncios de emprego falsos em sites legítimos para conseguirem informações pessoais de quem procura emprego. Outra forma usada pelos cibercriminosos é a análise de currículos em sites públicos e posterior envio de mensagens de correio electrónico com ofertas de emprego falsas. O objectivo pode ser apenas obter a confirmação de que o endereço de correio electrónico é válido para posteriormente ser usado em esquemas fraudulentos.

O recrutamento de terceiros, que se realiza mediante falsas ofertas de emprego, é outro método que tem vindo a revelar-se bastante eficaz. Os cibernautas são convidados a receber montantes numa conta em que são titulares e posteriormente a enviá-los aos empregadores (os piratas informáticos) através da Western Union, a troco de uma comissão.

O dinheiro transferido é conseguido pelos burlões através do acesso a contas com dados roubados. "Este interveniente torna-se assim também vítima, sendo enganado e colaborando com os cibercriminosos sem o saber", diz ao DN Rui Lopes, director técnico da Panda Security Portugal, empresa especializada em segurança informática. As autoridades podem assim aceder ao interveniente contratado, mas nunca aos cibercriminosos, incidindo sobre o contratado a culpa pelo ilícito.

Os dados das contas bancárias são roubados pelos métodos tradicionais de phishing. Geralmente, os burlões fazem-se passar por entidades legítimas. Enviam milhões de mensagens de correio electrónico com ofertas aliciantes ou de carácter urgente, geralmente falsas ou mal intencionadas, para obter informação directa e valiosa dos utilizadores, seja para utilização directa dos mesmos ou para revenda a terceiros.

O sucesso da burla dependerá do crédito que o receptor der à mensagem. "As mensagens mais frequentes de phishing são supostamente provenientes de entidades bancárias, numa tentativa de levar os destinatários a acreditar que se trata de uma actualização de dados e que como tal devem fornecer os dados actuais para processamento", refere Rui Lopes.

Os exemplos mais mediáticos estão ligados às principais entidades bancárias. "É notório o enorme esforço dos bancos para combater este risco através da informação, alertando os utilizadores para o facto de que uma entidade bancária ou financeira em circunstância alguma solicitará aos seus clientes dados pessoais", salienta o director técnico da Panda.

Existem, ainda, registos de falsos e-mails supostamente provenientes da PJ e da PSP.

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