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30/04/2010 - Portal Terra Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

MT: secretário entrega o cargo após denúncias de fraude

Por: Juliana Michaela


O Secretário de Estado de Infra-estrutura (Sinfra), Vilceu Marcheti (PR) entregou o cargo ao governador de Mato Grosso, Silval Barbosa (PMDB), na noite desta sexta-feira, após denúncias de suposto superfaturamento na compra de maquinas e caminhões. O Ministério Público Estadual abriu inquérito para apurar as denúncias de fraude com base no relatório elaborado pela Auditória Geral do Estado (AGE).

O MP afirma que recebeu denúncia anônima no dia 3 de março, e encaminhou a mesma ao então governador, Blairo Maggi (PR), que determinou, no dia 5 de março, à Auditoria Geral do Estado que averiguasse as informações.

Segundo cálculos dos auditores, a diferença do valor ocorreu porque o pagamento estava programado para ser efetuado em 180 dias e foi pago à vista, o que causou um prejuízo de R$ 26,5 milhões. Os dois pregões foram realizados pela Secretaria de Estado de Administração (Sad), a pedido da Secretaria de Estado de Infraestrutura (Sinfra).

"Falei com o governador Silval Barbosa e coloquei o meu cargo à disposição, para mim é muito difícil uma hora dessas, já que eu poderia ter saído no dia 31 de março. Eu fiquei com o propósito de apurar isso aqui. Foi o Silval Barbosa e Blairo Maggi que determinaram a minha permanência, e concluí agora no dia 27 de abril. Estou à disposição de vocês, da Justiça e de quem quer que seja. Não vou me afastar e não vou fugir", disse Marcheti. Ele integrava a equipe de governo desde 2004.

Marcheti confirmou à imprensa que procurou os empresários em busca do dinheiro pago a mais. Das nove empresas envolvidas na denúncia de superfaturamento, apenas cinco devolveram os recursos. Os R$ 6 milhões recuperados teriam sido usados para amortizar a dívida junto ao BNDES.

Marcheti disse que deixa o governo, mas que irá trabalhar nas campanhas eleitorais de Blairo Maggi ao Senado e de Silval Barbosa ao governo do Estado. Ao ser Perguntado se a presença dele não poderia prejudicar a campanha, respondeu que existem apenas denúncias, que não existe erro no processo de licitação, que nada foi comprovado, que ele auxiliou na apuração das denúncias e que parte do dinheiro foi devolvido.

Além do superfaturamento, a polícia investiga a denúncia de pagamento de propina à servidores. Podem ser chamados para depor os envolvidos no pregão, empresários, Marcheti, o secretário da Casa Civil, Eder Moraes (antigo secretário de Fazenda), o secretário de Administração, Geraldo De Vitto, e o ex-governador, Blairo Maggi.

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