Monitor das Fraudes - O primeiro site lusófono sobre combate a fraudes, lavagem de dinheiro e corrupção
Monitor das Fraudes

>> Visite o resto do site e leia nossas matérias <<

CLIPPING DE NOTÍCIAS


Acompanhe nosso Twitter

30/04/2010 - Portal Terra Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Juíza decreta prisão preventiva de 13 por fraude ao INSS


A Justiça Federal determinou nesta sexta-feira a prisão preventiva dos 13 suspeitos de integrar a quadrilha que fraudava a liberação de benefícios do INSS em Guarulhos, na Grande São Paulo. A ordem foi dada pela juíza federal Noemi Martins de Oliveira, da 5ª Vara Federal de Guarulhos, que acolheu a denúncia de estelionato, formação de quadrilha, peculato e corrupção feita pelo Ministério Público Federal (MPF).

No grupo que teve a prisão preventiva determinada, estão um técnico do Seguro Social e um delegado da Polícia Civil. A quadrilha foi desarticulada na última terça-feira pela Operação Evidência (Hipócrates SP) da Polícia Federal. Segundo os investigadores, o funcionário da agência do INSS instalou um programa para capturar senhas dos médicos peritos e, depois, liberar benefícios irregularmente.

O esquema teria durado quase um ano e, durante 45 dias monitorados pela PF, praticou em média de 30 fraudes ao dia. Um prejuízo estimado em R$ 9 milhões. Ainda de acordo com os coordenadores da operação, para cada benefício concedido, a quadrilha recebia R$ 4,5 mil, destes, R$ 3 mil iam para o bolso do servidor do INSS que chefiaria o esquema. O delegado que participava do golpe garantia, além da intermediação, a segurança de que os integrantes da quadrilha não seriam punidos.

O Ministério Público Federal (MPF) pediu a expedição de mandados de busca e apreensão, que foram dados pela juíza, em residências, locais de trabalho e outros lugares, visando à apreensão de bens, documentos e outros materiais passíveis de serem submetidos à perícia. Quanto ao funcionário do INSS e ao delegado de Polícia Civil envolvidos, foi pedido o afastamento cautelar dos seus cargos públicos.

"A prisão preventiva é necessária, para a garantia da ordem pública, posto que, permanecendo em liberdade, não encontrariam dificuldades em dar continuidade às práticas delitivas que lhes são imputadas, visando a auferir vantagem econômica em detrimento da Previdência Social", disse a juíza Noemi Martins de Oliveira.

"Ao incorrerem na prática dos crimes imputados na denúncia, os dois réus demonstraram total despreparo para o exercício profissional, valendo-se das prerrogativas de seus cargos para consumar as práticas delitivas, em flagrante violação aos seus deveres para com a Administração Pública. A continuidade no exercício dos seus cargos públicos entremostra-se totalmente incompatível com a apuração dos fatos", afirmou a magistrada.

O INSS será comunicado de uma relação de benefícios concedidos pela quadrilha, incluída na denúncia do Ministério Público, para que sejam suspensos.

Página principal do Clipping   Escreva um Comentário   Enviar Notícia por e-mail a um Amigo
Notícia lida 189 vezes




Comentários


Nenhum comentário até o momento

Seja o primeiro a escrever um Comentário


O artigo aqui reproduzido é de exclusiva responsabilidade do relativo autor e/ou do órgão de imprensa que o publicou (indicados na topo da página) e que detém todos os direitos. Os comentários publicados são de exclusiva responsabilidade dos respectivos autores. O site "Monitor das Fraudes" e seus administradores, autores e demais colaboradores, não avalizam as informações contidas neste artigo e/ou nos comentários publicados, nem se responsabilizam por elas.


Patrocínios




NSC / LSI
Copyright © 1999-2016 - Todos os direitos reservados. Eventos | Humor | Mapa do Site | Contatos | Aviso Legal | Principal