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30/04/2010 - G1 Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Médico acusado de fraudar óbito é investigado por outras 25 mortes

Livro com registros de óbitos é a principal peça da investigação. Americano que forjou própria morte deu golpe de mais de R$ 100 milhões.

A descoberta da falsa morte do norte-americano Osama El Atari no Rio pode revelar um grande esquema de venda de atestados de óbito. Segundo a Polícia Civil, o médico Paulo Alves Viana, acusado de assinar o falso atestado de Osama, também é suspeito de falsificar outras 25 mortes.

O médico foi preso com dois agentes funerários envolvidos no esquema da fraude. O trio usou documentos da funerária Rio Pax, que já é investigada pelo golpe da falsa morte do traficante Antônio Francisco Bonfim Lopes, o "Nem" da Rocinha, segundo o delegado Robson da Costa Ferreira, da Delegacia de Defraudações.

Um livro com os registros de óbitos feitos pelo médico Paulo Viana é a principal peça da investigação da polícia. Em oito meses, o acusado registrou nestas páginas 270 óbitos. Entre eles está o norte-americano Osama El Atari, preso nos Estados Unidos por dar um golpe milionário em vários bancos.

No entanto, um fato chamou a atenção dos investigadores: dez por cento das anotações relatam mortes por problemas cardíacos, todas de pessoas com menos de 40 anos, como a de um jovem de 23 anos, que teria morrido de arritmia cardíaca, e de outro homem, de 34, com insuficiência coronariana.

Os agentes acreditam que pelo menos 25 dessas mortes não aconteceram. Osama El Atari é acusado de ter feito empréstimos bancários fraudulentos equivalentes a R$ 100 milhões. De acordo com as investigações, com o dinheiro, ele comprou mansão e carros de luxo.

Norte-americano confessa crimes

Nesta quinta-feira (29), o norte-americano Osama El Atari confessou os crimes a promotores responsáveis pelo caso. Ele será julgado em junho e pode ser condenado a até cem anos de prisão. No Rio, o médico Paulo Alves e dois agentes funerários vão responder ao processo em liberdade.

A quadrilha usou documentos da funerária Rio Pax. A polícia descobriu, ainda, que Luiz Rodrigues de Oliveira, o Luiz Maluco, intermediou o contato entre Osama e a empresa que forjou a morte. Luiz Maluco, que tinha quatro passagens pela polícia, foi assassinado um mês depois do falso óbito do americano.

Fraude

O delegado Robson da Costa Ferreira disse que ouviu o dono da funerária, que alegou ser vítima de pessoas que usam documentos da funerária indevidamente. Mesmo assim, a empresa será investigada. Os agentes desconfiam, ainda, que a morte de Luis Maluco também esteja relacionada à fraude:

“Através da Interpol, a gente está entrando em contato com o FBI para interrogar o Osama nos Estados Unidos e pode ser que através dele a gente consiga descobrir os demais elementos dessa quadrilha aqui no Brasil. A gente quer saber essa aproximação. Por que ele escolheu o Brasil para praticar essa fraude e se outras pessoas já escolheram o Brasil para a mesma prática”, disse o delegado Robson da Costa e Silva.

Luiz Maluco trabalharia no Hospital Estadual Albert Schweitzer, mas, segundo o delegado, ele já morreu ou forjou a própria morte.O médico e os dois primeiros agentes funerários estavam presos temporariamente, mas foram soltos no sábado (24). O delegado informou que ao término da investigação, a polícia vai pedir a prisão preventiva dos três.

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