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28/04/2010 - Diário do Grande ABC Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

'Velho' golpe do bilhete premiado ainda faz vítimas no Grande ABC

Por: Karla Machado


A dona de casa Jovina Chagas Brito, 55 anos, foi ao Centro de Santo André para uma consulta médica e, iludida com a oferta de dinheiro fácil, voltou para casa com um prejuízo de R$ 5,8 mil. A mulher foi mais uma a engrossar a lista de vítimas do "velho" golpe do bilhete premiado, que remonta à década de 1940.

Jovina andava pela Rua Bernardino de Campos quando foi abordada por um idoso, mal vestido, que pediu sua ajuda para ler uma receita médica. Dizendo ser analfabeto, o golpista contou que precisava comprar remédios antes de retornar para Montes Claros (MG), sua cidade natal. No decorrer da conversa, o homem revelou que havia ganhado R$ 200 mil na loteria e tirou um bilhete do bolso.

Em seguida, entrou em cena a segunda farsante, que estava dentro de um carro. Vestindo um jaleco médico, ela se ofereceu para ir com o idoso até uma lotérica resgatar o prêmio, dando como garantia certa quantidade de dinheiro. Jovina, persuadida pela mulher, fez dois saques, um de R$ 800 e outro de R$ 5 mil, e entregou ao farsante. No trajeto até a lotérica, a falsa médica parou o veículo em frente a uma padaria e pediu para a dona de casa comprar água. Quando ela voltou, os dois já haviam fugido com seu dinheiro. O caso foi registrado no 1º Distrito Policial da cidade.

De acordo com o delegado titular do Deic (Departamento de Investigações sobre Crime Organizado), Eduardo Gobetti, os criminosos costumam agir no horário de expediente bancário, das 10h às 16h, e em trios. "Além dos dois que atuam de fato há sempre um olheiro para alertar sobre a presença da polícia", revela.

A SSP (Secretaria de Segurança Pública) não tem estatísticas sobre o crime. Gobetti explica que, normalmente, as vítimas registram a queixa com natureza diferente, por vergonha de admitir à polícia que também tirariam proveito da situação. "A pessoa lesada só cai na farsa porque também quer dar o golpe no caipira", observa.

A pena para esse tipo de delito varia de um a quatro anos de prisão. Para não ser alvo dos bandidos, a principal recomendação é não conversar com pessoas que oferecem prêmios, telefonam ou passam mensagem sobre premiações inesperadas.

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