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28/04/2010 - O Diário de Mogi Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Golpe contra Previdência em Mogi

Por: Sabrina Pacca


Ontem pela manhã, a Polícia Federal (PF) esteve em Mogi das Cruzes para cumprir um dos 36 mandados de busca e apreensão e de prisão preventiva, resultado do trabalho da Força-Tarefa Previdenciária do Estado de São Paulo, composta pela própria PF, Ministério da Previdência Social e Ministério Público Federal, que foi chamada de "Operação Evidência" - uma alusão à grande quantidade de vestígios deixados pelos integrantes da quadrilha no decorrer de suas condutas delituosas. Há indícios de que um casal, proprietário de um escritório que fornecia serviços de crédito pessoal e atendia a pensionistas, aposentados e funcionários públicos (como a própria fachada do prédio destaca), localizado no Bairro do Shangai, tenha envolvimento com a organização criminosa dedicada à intermediação fraudulenta de benefícios previdenciários de auxílio doença e que atuava na Grande São Paulo, há pelo menos um ano.

A reportagem de O Diário apurou que três policiais da PF já estavam na porta do escritório por volta das 7 horas e que permaneceram lá por duas horas. Não se sabe se o casal foi preso. A Polícia Federal não divulgou, até o final da tarde de ontem, nenhum detalhe específico sobre a Operação na Cidade. O escritório existia neste endereço há pelo menos três anos.

De acordo com a PF, participaram da "Operação Evidência", 104 policiais federais e dois servidores da Previdência Social, para cumprir 13 mandados de prisão preventiva e 23 mandados de busca e apreensão em cinco municípios do Estado - São Paulo, Guarulhos, Planalto, Bertioga, além de Mogi. Também estão sendo cumpridas ordens de bloqueio de contas bancárias, sequestro de veículos utilizados pelo grupo criminoso e suspensão de benefícios previdenciários fraudulentos.

O esquema

A PF descobriu que intermediadores de benefícios previdenciários espalhados pela Grande São Paulo estabeleceram uma rede de contatos pela qual trocavam entre si dados de "clientes" interessados na obtenção fraudulenta do benefício de auxílio doença. Tais clientes eram pessoas que não conseguiam obter, pelas vias normais, o referido benefício, já que não preencheram os requisitos estabelecidos em lei.

Ainda de acordo com a Polícia, informações como números de identificação do trabalhador e de benefícios previdenciários, trocados via SMS (mensagens via telefonia móvel), desembocavam no telefone celular de um servidor da Agência da Previdência Social de Guarulhos. Este, utilizando-se de senhas apropriadas indevidamente dos médicos peritos lotados naquela unidade da Previdência Social ingressava nos sistemas informatizados e concedia ou prorrogava os benefícios para os clientes da quadrilha. Os trabalhos de apuração da fraude tiveram início em junho de 2009.

Prejuízos

Apenas em uma amostragem de 45 dias, ficou constatado que o servidor corrupto de Guarulhos concedeu fraudulentamente cerca de 300 benefícios de auxílio doença, causando um prejuízo aos cofres públicos que supera a cifra de R$ 9 milhões. Por cada benefício concedido ilegalmente, a quadrilha cobrava cerca de R$ 4.500,00, dos quais R$ 3.000,00 eram destinados ao servidor da Previdência Social. Por causa disso, o funcionário acumulou um patrimônio completamente desproporcional aos seus rendimentos como técnico do Seguro Social (salário mensal bruto de R$ 3.500,00).
Em junho de 2009 começou a aplicar o dinheiro em uma empresa de colheita e transporte de cana de açúcar, situada no Interior de São Paulo, na qual sua secretária servia de "laranja", figurando como sócia majoritária. Atualmente, o servidor possui em seu nome, no de sua empresa e no de sua esposa, diversos caminhões, reboques, colheitadeiras, tratores, motos, uma F 250 - modelo 2010, diversos veículos, imóveis, apartamentos, terrenos e até um jet sky.

Em entrevista coletiva, a PF salientou que os auxílios ilegais estão sendo revistos pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e alguns processos já foram suspensos. Ainda não há informações sobre a quantidade total de benefícios fraudados.

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