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27/04/2010 - pe360graus Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Milionário brasileiro perde valiosa obra de arte ao tentar aplicar golpe

Por: Ernesto Páglia

O Museu do Paço Imperial do Rio de Janeiro pode ganhar um presentão: uma das mais importantes obras de arte contemporânea do mundo.

A tela, que ainda vai passar por testes de autenticidade, foi apreendida pela da Receita Federal em São Paulo.

Os maiores tesouros, às vezes, vêm nas maiores embalagens.

Se o conteúdo de uma caixa de mais de cinco metros de comprimento for mesmo o que os fiscais estão pensando, aqui estará uma jóia rara da arte contemporânea. Uma tela do alemão Gerhard Richter vista em uma reprodução da internet.

"O valor artístico quase não é mais possível dizer, porque nós estamos em frente de uma obra, de um artista que nós podemos considerar no mesmo lugar que um Picasso", afirma Jan Jen Baumgarten, professor de história da arte da Unifesp.

Depois de quase um ano nos armazéns de Viracopos, a preciosidade vai passar pelos especialistas do Museu de Arte Contemporânea da USP.

A tela vai continuar enrolada até os técnicos do Museu criarem a estrutura para que isso seja feito com toda a segurança. Mesmo através do plástico da embalagem, dá para ver as pinceladas e as cores típicas de uma obra de arte contemporânea, um estilo que não agrada a todos, mas o gosto não está em questão.

A tela que foi apreendida pela Receita Federal no Aeroporto Internacional de Viracopos por que estava entrando no Brasil com valor declarado de pouco mais de R$ 200 mil sendo que o seu valor real deve passar de R$ 3,2 milhões.

Ou seja, um caso típico, ou um retrato daquilo que os homens da Receita Federal chamam de descaminho, ou sonegação de impostos. Neste caso de, pelo menos, R$ 1 milhão.

Quando viu a mercadoria da caixa de mais de 350 quilos declarada por valor tão leve, o fiscal da aduana chamou o importador. A firma admitiu que não era a dona da tela e revelou que estava prestando serviço para uma empresa baseada no Uruguai.

O dono é um rico colecionador brasileiro. A Receita não diz o nome dele. A fraude, no valor e na identificação do proprietário, dá direito à Receita Federal de confiscar a tela. O descaminho é punido com até quatro anos de cadeia.

Os fiscais vão investigar, também, outros possíveis crimes. "Se houve algum problema quanto à remessa ilegal de dinheiro para o exterior, se houve outras operações desse mesmo importador ou de algum outro grupo que esteja agindo no mesmo sentido", afirma Marcos Siqueira, da Receita Federal.

Agora, a obra será doada para o Instituto do Patrimônio Histórico Artístico Nacional, o Iphan, que vai começar por conferir se o quadro é legítimo.

"Confirmaremos a autenticidade da obra. O Iphan pretende agora dar muita visibilidade a essa obra, permitir o acesso a sociedade brasileira a uma obra de tanto valor, de tanta expressão artística", afirma a diretora do Iphan, Vivan Diniz.

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